sexta-feira, 12 de agosto de 2011

LOUCO SENTADO NO MURO - ENCONTROS VOCÁLICOS, LETRAS, FONEMAS, DÍGRAFOS


O texto com que trabalharemos chama-se “Louco sentado no muro”. Retire as letras W, Y e K e encontrará uma definição importante. Reescreva a frase, fazendo as devidas alterações.
AWYLKOUKCKURAWYKÉ,WYKSEGUNDYOAPSIYCOLOYGIA,YKWUMAYCONDIÇÃODAMENTEHUMANAWYKCAWYKRAKCTERIZADWYKAPORPENSAMENTOSYCONSIDERADOS"ANORWYKMAIS"PELWYKAKWYKSOKCIEYDADE.AWYKVERDADEIRACONYSTATAÇÃODAINSANIDWYKADEMENTALYDEYKUMKINDIVÍDUOSÓPODESYERYFEYITAPORWYKESPECIWYKALISTASEMPSYICOPATOLOGIKA.
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LOUCO SENTADO NO MURO
Ricardo Azevedo

Era noite escura. Um carro vinha passando na frente de um hospício. De repente, o pneu furou. Descendo do carro, o motorista abriu o porta-malas e pegou o pneu reserva. Depois, com o macaco, tirou o pneu furado e colocou os parafusos numa latinha. Quando colocava o pneu reserva na roda, passou um automóvel em alta velocidade atirando a latinha longe.
O sujeito ficou parado um tempão procurando os parafusos, mas não achou nada. Desanimado, sentou-se na calçada sem saber o que fazer. Sem os parafusos, como iria prender o pneu? O pior: uma garoinha fria e fina começava a cair.
Estava assim quando escutou o barulhinho.
-Psiu, moço.
Era um louco sentado no alto do muro do hospício. Vestia um pijama listrado, tinha uns óculos desenhados no rosto e um penico enterrado na cabeça.
- Furou o pneu a?
O homem do carro não queria puxar conversa, mas, por educação, achou melhor responder:
- Furou, e o pior é que os parafusos sumiram.
O louco coçou a orelha com um espanador.
- Mas isso é muito simples!
- Lá vem besteira – pensou o homem.
- Primeiro – explicou o louco – o senhor tira um parafuso de cada pneu; depois prende o pneu novo com os três parafusos. Com um parafuso a menos em cada roda, dá para andar muito bem. Amanhã, logo cedo, o senhor procura uma loja, compra um jogo de parafusos novos e o assunto está resolvido.
O homem ficou admirado. A ideia era muito boa. Em pouco tempo, o carro estava pronto pra continuar a viagem.
Antes de partir, agradecido, o homem do carro quis saber:
- Desculpe a pergunta, mas... você não é louco?
- Sou – respondeu o outro, picando uma nota de cinco reais com a tesoura.
- Como conseguiu ter uma ideia tão boa?
O louco sorriu:
- Sou louco, mas não sou burro!



VOCABULÁRIO
1)      Encontre, no texto, um sinônimo para a palavra “chuva”. _____________________________
2)      O termo “macaco” é empregado, no texto, com qual dos sentidos abaixo?
(         ) mamífero do grupo dos primatas           (        ) ferramenta para levantar grandes pesos

                ATIVIDADES DE PÓS-LEITURA
1)      Ordene as ações abaixo conforme os fatos são narrados no texto:
(     )  O louco deu a sugestão ao personagem de usar três parafusos em cada roda.
(     )  O personagem aceitou a sugestão e o carro voltou a andar.
(     ) De repente, o pneu furou. Ao trocá-lo, o personagem perdeu os parafusos.
(     )  Em uma noite escura, um carro passava em frente a um hospício.
(     ) O louco disse que era louco mas não burro.
2)      Quem são os personagens envolvidos no conflito?


3)      Como é descrito o louco?


4)      Por que o homem pensou “Lá vem besteira”?

                     
5)      Por que o homem ficou admirado?


6)      A solução da história parte de um determinado personagem que personagem é esse? Por que esse fato torna-se engraçado?


7)      Há uma expressão que nos remete ao momento em que tudo acontece. Qual é essa expressão?


ATIVIDADES GRAMATICAIS
1)      Leia os versos abaixo e responda as questões:

“Lá por trás daquela serra
Tem um pé de melancia,             
A menina que eu gostava          
Me abraçou como eu queria.”
(Ricardo Azevedo)

a) No verso acima, há duas palavras que contém hiato e uma palavra que contém  ditongo. Sublinhe as palavras com hiato e circule a palavra que tem ditongo.    

“A fogueira da vaidade
Vive acesa noite e dia,                 b)Classifique os encontros vocálicos das palavras sublinhadas
Mas, da sua claridade,                     
Todos voltam de alma fria.”  
(Patativa de Assaré)                      


“Se saudade matasse
Muita gente morreria,
E eu seria a primeira
Que a saudade mataria.”
(Autor desconhecido)

“Eu coloquei o meu nome
No teu relógio querida!
Faça agora o que quiser
Das horas da minha vida.”
(Autor desconhecido)

c) Conte o número de letras e fonemas das palavras sublinhadas nos dois versos acima, indicando a ocorrência de dígrafos.


Palavras
Nº de letras
Nº de fonemas
Dígrafos
















































Um comentário:

Marissol Angelica Felix disse...

Ótima atividade. Texto com humor, que prende a atenção dos alunos.