TEXTO 1
O padeiro
Rubem Braga
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
– Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
“Então você não é ninguém?”
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis ____________ para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”.
E assobiava pelas escadas.
In: Para gostar de ler, vol I - Crônicas . Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino,Paulo Mendes Campos e Rubem Braga. 12 ed. São Paulo: Ática.1989. p.63-64. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2009.
1) 1) Assinale a alternativa que completa de modo correto a lacuna presente no 7º parágrafo do texto:
a) Deter ele c) detê-lo e) detê-la
b) Deter a ele d) deter ela
2) 2) Na 1ª frase do texto, “Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro” os verbos “levanto”, “faço”, “ponho”, “abro” e “encontro” omitem um pronome. Qual é esse pronome e como ele se classifica?
3) 3) Classifique os pronomes destacados na frase a seguir em PS (pronome substantivo) ou PA (pronome adjetivo), em seguida, classifique-os de acordo com os pronomes estudados até o momento. “No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”.
a) O que o emprego do pronome “alguma” atribui ao sentido da frase?
4) Indique os termos ou expressões às quais os pronomes relativos destacados nas frases abaixo, se referem:
a) “Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim.”
b) “E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente.”
c) “e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era”.
d) “E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar...”
5) 4) O pronome pessoal oblíquo destacado na frase “Interroguei-o uma vez [...]” (4º parágrafo) substitui qual termo mencionado anteriormente?
6) 5) Substitua as expressões sublinhadas na frase a seguir, por pronomes adequados. Reescreva a frase, fazendo as alterações necessárias:
“Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas para não incomodar os moradores, avisava gritando [...]”
7) 6) Com base na crônica lida, responda as questões a seguir: quais as personagens envolvidas? Qual o acontecimento narrado? Em que lugar ocorre? Quanto tempo passa? Que reflexão sobre o comportamento humano nos apresenta o narrador?
8) 7) As expressões “abluções”, “suspenderam” e “dormido” poderiam ser substituídas, sem significativa perda de sentido, respectivamente por:
a) rituais – elevaram – com sono d) rituais – ergueram – sossegado
b) lavagens – proibiram – descansado e) lavagens – interromperam – de véspera
c) lavagens – levantaram – adormecido
8) A crônica de Rubem Braga está organizada em 4 elementos estruturais:
I – Analogia (relação, identificação) com um personagem III – Incidente motivador
II – Lembrança de um personagem IV – Reflexão
A ordem em que estes elementos aparecem no texto é:
a) I – II – III – IV d) III – II – I - IV
b) II – IV – III – I e) II – I – IV – III
c) III – IV – II – I
9) 9) No texto, Rubem Braga compara-se, quando jovem jornalista, ao padeiro de que se recorda. Menciona, para isso, elementos que o aproximavam do padeiro, bem como elementos que os afastavam. Assinale os elementos abaixo com 1, caso aproximem Rubem Braga do padeiro, ou com 2, caso o afaste dele.
( ) “o trabalho noturno” (7º parag.) ( ) “artigo com meu nome” (8º parag.)
( ) “o jornal ainda quentinho” (7º parag.) ( ) “humildade” (8º parag.)
1 10) Com maior ou menor intensidade, todo narrador é um intérprete da sociedade em que vive e na qual produz a sua obra. Em sua opinião, que interpretação (visão) da sociedade aparece na crônica de Rubem Braga?
11 11) No texto, há alguns pronomes destacados. Classifique-os:
TEXTO 2
Futebol, quantas alegrias já me trouxe
Costumo dizer que as mais puras e intensas alegrias da minha vida vieram do futebol. Tive inúmeras outras alegrias, é claro, mas nenhuma tão gratuita e intensa como as que o futebol me proporciona desde 1958, quando tinha seis anos de idade.
Em 1958 fomos campeões do mundo pela primeira vez, e podem me perguntar que sei ainda todinho o Hino da Seleção daquele ano. A Copa de 58 foi o momento de revelação do futebol, para __________, e as imagens mais fortes daqueles dias de Copa são do meu pai, de ouvido encostado no rádio, e explodindo em gritos de gol quando chegávamos a ele. Eu só tinha seis anos e ainda nada sabia de futebol, mas gritava junto com meu pai, e sentia nascer em ________ a primeira emoção violenta da vida. Naquela época, ouvia-se o jogo pelo rádio, via-se as fotos dos gols uma semana depois, na revista O Cruzeiro, e, se se tivesse sorte, uns dois meses depois podia-se ver os gols no cinema, no jornal que era apresentado antes dos filmes. Outra das imagens que ficou da Copa de 58 foi uma foto na revista, onde Pelé, menino de 16 anos, aparecia abraçado com duas suecas loiríssimas. Para a tacanha mentalidade que predominava em Santa Catarina, na época (e que continua por aí, por baixo dos panos), aquilo era quase um atentado ao pudor. Duas loiras terem a coragem de abraçar um negro? O comentário mais sóbrio dizia que elas não tinham vergonha na cara. Estava fora de cogitação os adultos da época pensarem na probabilidade de, algum dia, seus filhos e netos se miscigenarem com a gloriosa e alegre etnia negra, que tanto adoçou o Brasil.
O fato é que, hoje, as miscigenações estão acontecendo vigorosamente, e deverão aumentar de intensidade no futuro, neste país mestiço. E o menino Pelé, na época mais ou menos perdoado por seus gols pela indecência de abraçar duas loiras, hoje é rei e tem incontestável majestade e um dos orgulhos da minha família, por exemplo, é ter as fotos da minha irmã Mariana, que é jornalista na África do Sul, entrevistando Pelé em Joanesburgo. Mas falávamos em futebol, e atravessamos, ébrios de patriotismo, aqueles anos de 58 a 62. Em 1962 eu já tinha dez anos e o futebol tinha me fisgado de vez. De novo ouvi os jogos pelo rádio – a televisão não tinha chegado ainda.
Naquela Copa, porém, minha alegria ficou um pouco acobertada pela surra que levei quando, num dos gols do Brasil, pulei tanto sobre o sofá novo pé-de-palito que a minha mãe acabara de ganhar, que quebrei o pé-de-palito do mesmo. Mas foi lindo ganhar; ah! como foi! E aí chegamos em 1970, em plena época da televisão, e nunca mais vamos ter uma Seleção como aquela! Por mais que curta História, a minha grande admiração pelo México não advém dos Maias e Astecas, mas do maravilhoso calor humano daquele povo que se colocou, decididamente, a torcer pelo Brasil, depois que o seu país foi eliminado da disputa. Maravilhosos mexicanos, vocês ficaram no meu coração!
Na ocasião, eu tinha 18 anos, mas formei um firme propósito: não morrer antes de ver o Brasil campeão de novo, tamanha foi a emoção que vivi. Tive que esperar 24 anos para que tal acontecesse, tive que amargar todas as derrotas do intervalo, mas tinha a certeza de que não iria morrer antes de reviver a intensidade da alegria. Esperei 94 do mesmo jeito que esperara todas as outras copas: de camisa da Seleção, bandeiras na varanda, um monte de simpatias para dar sorte, e coração pulsando na mão. Pode rir quem quiser, mas sou daquelas torcedoras que ouve o Hino Nacional de pé e em silêncio, na frente da televisão, e quase tem um enfarto a cada jogada. Em 94, gravei todos os jogos da nossa Seleção, e aquelas fitas são, hoje, a minha certeza de alegria e de bom humor. Quando alguma coisa não vai bem, quando surgem os problemas e fica difícil sair do baixo astral, eu revejo um dos jogos da World Cup. Não demora muitos minutos para ________ estar rindo sozinha igual a uma boba, na frente da televisão, o coração aquecido pela mais pura e intensa alegria. Minha meta foi atingida: vi o Brasil campeão mais uma vez. Só que agora não quero morrer sem ver o Brasil campeão de novo.
Ah! Futebol, quantas alegrias já me trouxe!
KLUEGER, Urda Alice. Escritora e historiadora.
1) 1) CLASSIFIQUE OS PRONOMES DESTACADOS EM PS (PRONOMES SUBSTANTIVOS) OU PA (PRONOMES ADJETIVOS):
“Costumo dizer que as mais puras e intensas alegrias da minha vida vieram do futebol. Tive inúmeras outras alegrias, é claro, mas nenhuma tão gratuita e intensa como as que o futebol me proporciona desde 1958, quando tinha seis anos de idade.”
2) 2) QUAIS OS PRONOMES QUE CONJUGAM CORRETAMENTE OS VERBOS SUBLINHADOS NA FRASE A SEGUIR? COMO SE CLASSIFICAM?
“Em 1958 fomos campeões do mundo pela primeira vez, e podem me perguntar que sei ainda todinho o Hino da Seleção daquele ano.”
3) A alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto é:
a) eu – mim – eu d) mim – mim – eu
b) eu – eu – mim e) eu – eu – eu
c) mim – mim – mim
4) 3) INDIQUE OS TERMOS AOS QUAIS SE REFEREM OS PRONOMES RELATIVOS DESTACADOS NAS FRASES ABAIXO:
a) “Tive inúmeras outras alegrias, é claro, mas nenhuma tão gratuita e intensa como as que o futebol me proporciona desde 1958...”
b) “[...]no jornal que era apresentado antes dos filmes.”
c) “Outra das imagens que ficou da Copa de 58 foi uma foto na revista, onde Pelé, menino de 16 anos, aparecia abraçado com duas suecas loiríssimas.”
d) “[...]com a gloriosa e alegre etnia negra, que tanto adoçou o Brasil.”
4) “[...] aquilo era quase um atentado ao pudor.” (2º parágrafo). O pronome demonstrativo aquilo, refere-se a que ideia discutida no texto?
5) Como já vimos, todo narrador interpreta a sociedade em que vive e na qual produz a sua obra.Em sua opinião, qual imagem da sociedade aparece na crônica de Urda Klueger?
TEXTO 3
Uma em cada 4 pessoas __________ usam a internet no mundo tem uma conta no Facebook. Esse meio bilhão de pessoas publicam 14 milhões de fotos diariamente. Os 100 milhões de usuários do Twitter postam 2 bilhões de mensagens por mês. Dê um google no nome de alguém e os tweets dele vão estar lá. Pesquisadores cunham termos bonitos como a “era da hipertransparência” para tentar falar que há xeretas e exibicionistas demais hoje.
E a maior rede social do planeta deu um passo grande ruma à tal hipertransparência: em maio, o Facebook mudou as regras sobre o quanto que estranhos podem saber de sua vida. “Estamos construindo uma internet __________ padrão é ser sociável”, decretou Mark Zuckerberg, criador e presidente do site, ao anunciar as mudanças. Utopia sociológica à parte, interessa para ele que usuários de seu serviço possam ser encontrados com mais facilidade. Se você não está no Facebook e encontra aquele amor antigo da escola ali, tende a entrar para a rede social. E, quanto mais gente lá, mais Zuckerberg pode faturar com publicidade.
As mudanças, de cara, parecem bem sutis. Antes, não dava para ver a foto de perfil ou a idade de uma pessoa pesquisada, por exemplo. Agora, a não ser que o usuário mude as configurações no braço, um resumo de sua ficha ficará exposto na internet. Não é pouca coisa. Pense em quem teve um término de relacionamento conturbado e quer manter distância de namorados maníacos; ou em um adolescente que mudou de escola por causa de bullying e corre o risco ______________ tudo comece de novo se os novos colegas descobrirem isso; em quem sofre de assédio moral no trabalho ou foi testemunha de um crime; em quem não quer que os pais descubram detalhes da sua vida sexual. Para todos eles, qualquer detalhe que o Facebook divulgue, pode fazer uma grande diferença.
Não fica nisso. Um dos maiores problemas é que a internet não “esquece” nada. E agora que ela faz parte da vida de praticamente todo mundo há uma década, qualquer vacilo do passado pode causar um problema no presente. Fotos ousadas num fotolog de anos atrás vão complicar você na disputa por um emprego. Uma troca infeliz de scraps no Orkut, como uma discussão com um ex, pode estar ao alcance de qualquer um. As redes sociais baseadas em GPS, como a Fousquare, colocam mais pimenta nesse molho, já que elas mostram num mapa onde os usuários estão a cada momento. Em suma, nunca existiram tantas possibilidades de exposição pública. E sim: sempre vai ter alguém que você não esperava bisbilhotando você.
É natural. O desejo de cavucar a vida alheia existe desde sempre. “Na maior parte da história humana, as pessoas viveram em pequenas tribos ___________ todas as pessoas sabiam tudo o que todo mundo fazia. E de alguma forma estamos nos tornando uma vila global. Pode ser que descobriremos que a privacidade, no fim das contas, sempre foi uma anomalia”, afirma o professor Thomas W. Malone, do Centro de Estudos de Inteligência Coletiva do MIT.
Seja como for, trata-se de uma anomalia de que todo mundo gosta. E por isso mesmo um movimento ganha cada vez mais força: há uma preocupação maior com a bisbilhotice. Na prática, está acontecendo o contrário do que Zuckerberg imagina. Estamos menos “sociais”.
Hoje, a quantidade de dados que as pessoas deixam aberta na rede para todo mundo ver é, por cabeça, bem menor do que há 5, 6 anos. É raro encontrar quem deixe suas fotos escancaradas numa rede social. Scraps públicos no Orkut já são parte de um passado remoto... Um estudo da Universidade da Califórnia mostra essa mudança: os entrevistados disseram tomar mais cuidado com o que postam online hoje do que há 5 anos. Na mesma pesquisa, 88% dos jovens de 18 a 24 anos manifestaram-se a favor de uma lei que forçasse os sites a apagarem informações pessoais depois de algum tempo.
Enquanto não chegam leis concretas, as pessoas reagem por conta própria. Trinta mil usuários cancelaram suas contas no Facebook no dia 31 de maio, para protestar contra aquela mudança na configuração de privacidade. Compare isso com a reação que as pessoas tiveram em 2006, quando o Orkut passou a identificar quem visitava o seu perfil. Não faltaram reações de indignação. “Qual é a graça se não dá mais para espionar a vida dos outros escondido?”, perguntavam os usuários.
É difícil imaginar algo assim hoje. Aprendemos a nos comportar na rede como nos comportamos em público. Porque, cada vez mais, estamos mesmo.
Adaptado de: BURGOS, Pedro. O fim do fim da privacidade. Revista Super Interessante. – Ed. 280, junho de 2010. Disponível em http://super.abril.com.br/tecnologia/fim-fim-privacidade-580993.shtm.
1) 1) ASSINALE A ALTERNATIVA QUE PREENCHE CORRETA E RESPECTIVAMENTE AS LACUNAS DO TEXTO:
a) as quais – cujo o – que – onde d) as quais – onde o – a que – nas quais
b) que – cujo – de que – onde e) que – cujo o – de que – em que
c) que – onde o – que – as quais
2) 2) REESCREVA A FRASE A SEGUIR, SUBSTITUINDO A EXPRESSÃO DESTACADA, PELO PRONOME ADEQUADO.
“[...] ao anunciar as mudanças.”
3) “[...]um resumo de sua ficha ficará exposto na internet.” (3º parágrafo). O pronome possessivo sua, indica que a ficha é de quem?
4) 3) CLASSIFIQUE OS PRONOMES DESTACADOS NO TEXTO.
5) 4) OBSERVE OS PRONOMES DESTACADOS NAS FRASES ABAIXO E RESPONDA A QUAIS TERMOS DO TEXTO ELES SE REFEREM:
a) “[...] e corre o risco de que tudo comece de novo se os novos colegas descobrirem isso.” (3º parágrafo)
b) “E não fica nisso”. (4º parágrafo)
c) “Compare isso com a reação que as pessoas tiveram em 2006 [...]” (8º parágrafo)
6) 4) INDIQUE OS TERMOS AOS QUAIS SE REFEREM OS PRONOMES RELATIVOS DESTACADOS NAS FRASES ABAIXO:
a) “[...] ou em um adolescente que mudou de escola por causa de bullying [...]”
b) “[...] as pessoas viveram em pequenas tribos onde todas as pessoas sabia tudo o que todo mundo fazia.”
c) “[...] manifestaram-se a favor de uma lei que forçasse os sites a apagarem informações pessoais [...]”
7) 5) CONSIDERE AS SEGUINTES PROPOSTAS DE SUBSTITUIÇÃO DE SEGMENTOS DO TEXTO ENVOLVENDO EMPREGO DE PRONOMES.
I – interessa para ele (2º parágrafo) – interessa-o
II – vão complicar você (4º parágrafo) – vão lhe complicar
III – bisbilhotando você ( 4º parágrafo) – bisbilhotando-o
Quais são contextualmente adequadas e estão corretas do ponto de vista da norma gramatical?
(a) Apenas I. (b) Apenas II. (c) Apenas III.
(d) Apenas II e III. (e) I, II e III.
TEXTO 4
Poucos nomes na história da ciência são tão celebrados quanto Darwin. O que Galileu, Newton e Einstein representam para a física, Dalton e Lavoisier para a química, Darwin representa para a biologia. Antes dele, não havia explicações plausíveis para a incrível diversidade da vida que vemos na natureza, de micróbios unicelulares, plantas e peixes aos insetos, aves e mamíferos. No mundo ocidental, a explicação aceita era bíblica: Deus criou a vegetação no terceiro dia, os peixes e as aves no quinto, e os animais terrestres e o homem no sexto. Mesmo que fósseis de animais estranhos (leia-se dinossauros e mamíferos terrestres agigantados) fossem conhecidos, o argumento para a sua ausência invocava o Dilúvio e a Arca de Noé. Pelo jeito, os monstros não foram bem recebidos no grande barco. Talvez alguns teólogos oferecessem razões mais sofisticadas, mas essa era a opinião de muitos.
De todas as suas características, ........... que Darwin mais celebrava eram a meticulosidade e a capacidade de perceber detalhes quando outros não ......... viam. Quando jovem, atravessou o mundo no navio Beagle, colhendo espécies diversas da flora, observando o comportamento da fauna local, colecionando fatos e anotações. Ficou muito impressionado com a beleza do Brasil.
Sua curiosidade pela riqueza com que a vida se manifestava à sua volta e a paixão pelo conhecimento davam-.......... a infinita paciência ___________________ para observar as menores variações dentre espécies de acordo com o ambiente e o clima, a importância da geologia na determinação das espécies de uma região, a complexa relação entre a flora e a fauna.
Profundamente influenciado pelo geólogo Charles Lyell, que considerava seu mentor, Darwin aos poucos percebeu que tal riqueza nas espécies só poderia ser possível se pequenas variações ocorressem ao longo de enormes intervalos de tempo. A filosofia de Lyell pregava que as rochas terrestres representam a sua longa história, registrando nas suas propriedades as várias transformações que sofreram ao longo dos milênios. Os mesmos processos que sofreram no passado continuam ativos no presente. A partir de suas meticulosas observações, Darwin concluiu que algo semelhante ocorria com os seres vivos; eles também sofriam pequenas modificações ao longo do tempo.
As que facilitavam a sua sobrevivência seriam passadas de prole em prole mais eficientemente, enquanto que aquelas que dificultavam a sobrevivência dos animais seriam aos poucos __________________. Com isso, após muitas gerações, a espécie como um todo se alteraria, tornando-se gradualmente ________________ de seus ancestrais. A funcionalidade dos bicos de certos pássaros, por exemplo, ilustra bem a adaptabilidade de acordo com o ambiente.
Esse processo de seleção natural forneceu, pela primeira vez na história, um mecanismo racional capaz de explicar a multiplicidade da vida e a sua ligação com o passado. O legado de Darwin é, antes de mais nada, uma celebração da liberdade que nos é acessível quando nos dispomos a refletir sobre o mundo em que vivemos.
Adaptado de: GLEISER, M. Celebrando (o estudo d)a vida. Folha de São Paulo. 17 de janeiro de 2009.
1)
1) ASSINALE A ALTERNATIVA QUE PREENCHE CORRETA E RESPECTIVAMENTE AS LACUNAS INDICADAS POR LINHAS PONTILHADAS.
1) ASSINALE A ALTERNATIVA QUE PREENCHE CORRETA E RESPECTIVAMENTE AS LACUNAS INDICADAS POR LINHAS PONTILHADAS.
(a) a – os – no (c) as – as – lhe (e) as – os - lhe
(b) a – o – lhe (d) a – o – no
2) 2) ASSINALE A ALTERNATIVA QUE PREENCHE CORRETA E RESPECTIVAMENTE AS LACUNAS INDICADAS POR TRAÇOS CONTÍUNOS.
(a) necessário – eliminados – distinta (d) necessária – eliminados - distinta
(b) necessária – eliminadas – distinta (e) necessário – eliminados - distinto
(c) necessário – eliminadas – distinto
3) 3) OBSERVE A FRASE “Antes dele, não havia explicações plausíveis para a incrível diversidade da vida que vemos na natureza [...]” O PRONOME DESTACADO, REFERE-SE A QUE NOME CITADO, ANTERIORMENTE, NO TEXTO?
4) 4) DESTAQUE E CLASSIFIQUE OS PRONOMES PRESENTES NAS FRASES ABAIXO:
a) “Talvez alguns teólogos oferecessem razões mais sofisticadas, mas essa era a opinião de muitos.”
b) “Com isso, após muitas gerações, a espécie como um todo se alteraria, tornando-se gradualmente distinta de seus ancestrais.”
5) 5) REESCREVA AS FRASES ABAIXO, SUBSTITUINDO A EXPRESSÃO DESTACADA, PELO PRONOME ADEQUADO. FAÇA AS DEVIDAS ALTERAÇÕES.
“Um mecanismo racional capaz de explicar a multiplicidade da vida [...]”
6) 6) NAS FRASES ABAIXO, ENCONTRE OS PRONOMES RELATIVOS E INDIQUE OS TERMOS AOS QUAIS ELES SE REFEREM:
a) [...] as várias transformações que sofreram ao longo dos milênios.” (4º parágrafo)
b) “As que facilitavam a sua sobrevivência[...]” (5º parágrafo)
c) “[...] enquanto que aquelas que dificultavam a sobrevivência dos animais seriam aos poucos eliminadas.”
d) “[...] uma celebração da liberdade que nos é acessível quando nos dispomos a refletir sobre o mundo em que vivemos.”




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