quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TRABALHO DE LITERATURA - TURMA 232 - DIA 22/10/10


TEXTO 4 – FRAGMENTOS DO MANIFESTO DA POESIA PAU-BRASIL
OSWALD DE ANDRADE

A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. […] (1)
Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. […] (2)
A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos. […] (3)
O trabalho contra o detalhe naturalista – pela síntese; contra a morbidez romântica – pelo equilíbrio geômetra e pelo acabamento técnico; contra a cópia, pela invenção e pela surpresa. […]
Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres. (4)
RELACIONE OS CONCEITOS AOS PARÁGRAFOS DO TEXTO:
(       ) Crítica à cultura elitista, que se isola das massas nos gabinetes e academias.
(       ) Rejeição ao passadismo literário e à mentalidade de cópia; defesa da conciliação entre a cultura primitiva e a atitude intelectualizada (a síntese, o equilíbrio, a invenção e a surpresa).
(       ) Defesa da liberdade linguística, por meio da aproximação entre fala - cujos "erros" na verdade são possibilidades expressivas - e escrita.
(       ) Defesa da liberdade temática e da ampliação dos temas poéticos, destacando as paisagens nacionais pobres e anônimas.

TEXTO 5 - FRAGMENTOS DO MANIFESTO ANTROPÓFAGO
OSWALD DE ANDRADE

Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz. (1)
Tupi, or not tupi that is the question. (2)
Contra todos os importadores de consciência enlatada. […]
Queremos a Revolução Caraiba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem. […]
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. […] Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses. […]
Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade. […] (3)
A alegria é a prova dos nove.
No matriarcado de Pindorama. […]
Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema […]
A nossa independência ainda não foi proclamada. […]
Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama. (4)
RELACIONE OS CONCEITOS AOS PARÁGRAFOS DO TEXTO:
(         ) Utilização do riso e da utopia como instrumentos contestatórios à cultura importada.
(         ) Paródia de um famoso verso de Shakespeare ("To be or not to be, this is the question"), utilizando o riso como forma de defesa do primitivismo.
(         ) Reflexão anarquista, contestando a cultura europeia importada e afirmando os valores nacionais primitivos.
(         ) Defesa da amplitude social, econômica e filosófica do conceito de antropofagia, tomado dos indígenas: em vez da cópia da cultura europeia, a sua devoração crítica e criativa.

TEXTO 9
POÉTICA
Manuel de Bandeira

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
[...]
Quero antes o lirismo dos loucos
[...]
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

Vocabulário: Clowns - Palhaços

1) A primeira parte do texto pode ser dividida em duas partes que se intercalam. A 1ª é de negação e a 2ª é de afirmação.
a) Que tipo de lirismo o poeta nega?
b) Que tipo de lirismo ele defende?





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