segunda-feira, 9 de agosto de 2010

TRABALHO DE LITERATURA - TURMAS 221 E 222 - DIA 06/08/10

TEXTO 3 DO POLÍGRAFO

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente, 
Repousa lá no Céu eternamente, 
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etério, onde subiste,
Memória desta vida se consente, 
Não te esqueças daquele amor ardente 
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te 
Alguma cousa a dor que me ficou 
Da mágoa, sem remédio, de perder-te;
 

Roga a Deus que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

Luís de Camões

1) Há, no poema, dois termos indicativos de lugar. Que termos são estes?
Explique a oposição que eles estabelecem.
2) Qual deles, segundo o eu lírico, corresponde ao lugar da felicidade e da 
realização do amor, idealizado como o Bem supremo?
3) Destaque, da 1ª estrofe, dois adjetivos que traduzem uma visão negativa 
em relação ao outro elemento da oposição.
4) Releia as duas últimas estrofes do soneto e explique como o eu lírico 
exprime esse anseio por atingir a plena realização da felicidade e do amor.

TEXTO 4 DO POLÍGRAFO
Comigo me desavim
 
Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.
 
Com dor da gente fugia,
Antes que esta assi crecesse:
Agora já fugiria
De mim , se de mim pudesse.

Que meo espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim?
             Sá de Miranda

1)  Por que o eu lírico fugia das pessoas?
2)  A solidão é capaz de amenizar a dor do eu lírico? Por quê?
3)  Considere os dois versos “não posso viver comigo” / “não posso fugir de mim”.
Quais seriam os dois únicos modos de o eu lírico acabar com sua dor?




Um comentário:

Pasquini disse...

vc pode me mandar o gabarito?

elianagmp@gmail.com