quinta-feira, 22 de abril de 2010

A ESPADA - Luís Fernando Veríssimo -



A ESPADA
            Luís Fernando Veríssimo

            Uma família de classe média alta. Pai, mulher, um filho de sete anos. _____ a noite do dia em que o filho _____ sete anos. A mãe ___________ os detritos da festa. O pai ____________o filho a guardar os presentes que ___________ dos amigos. Nota que o filho________quieto e sério, mas ________: “É o cansaço.” Afinal ele __________ o dia correndo de um lado para o outro, comendo cachorro-quente e sorvete, brincando com os convidados por dentro e por fora da casa. _____ que estar cansado.
            - Quanto presente, hein, filho?
            - É.
            - E esta espada. Mas que beleza. Esta eu não tinha visto. – Pai…
            - E como pesa! Parece uma espada de verdade. É de metal mesmo. Quem foi que deu?
            - Era sobre isso que eu queria falar com você.
            O pai estranha a seriedade do filho. Nunca o viu assim. Nunca viu nenhum garoto de sete anos sério assim. Solene assim. Coisa estranha… O filho tira a espada da mão do pai. Diz:
            - Pai, eu sou Thunder Boy.
            - Thunder Boy?
            - Garoto Trovão.
            - Muito bem, meu filho. Agora vamos pra cama.
            - Espere. Esta espada. Estava escrito. Eu a receberia quando fizesse sete anos.
            O pai se controla para não rir. Pelo menos a leitura de história em quadrinhos está ajudando a gramática do guri. “Eu a receberia…” O guri continua.
            - Hoje ela veio. É um sinal. Devo assumir meu destino. A espada passa a um novo Thunder Boy a cada geração. Tem sido assim desde que ela caiu do céu, no vale sagrado de Bem Tael, há sete mil anos, e foi empunhada por Ramil, o primeiro Garoto Trovão.
            O pai está impressionado. Não reconhece a voz do filho. E a gravidade do seu olhar. Está decidido. Vai cortar as histórias em quadrinhos por uns tempos.
            - Certo, filho. Mas agora vamos…
            - Vou ter que sair de casa. Quero que você explique à mamãe. Vai ser duro para ela. Conto com você para apoiá-la. Diga que estava escrito. Era o meu destino.
            - Nós nunca mais vamos ver você? – pergunta o pai, resolvendo entrar no jogo do filho enquanto o encaminha, sutilmente, para a cama.
            - Claro que sim. A espada do Thunder Boy está a serviço do bem e da justiça.
            Enquanto vocês forem pessoas boas e justas poderão contar com a minha ajuda.
            - Ainda bem – diz o pai.
            E não diz mais nada. Porque vê o filho dirigir-se para a janela do seu quarto, e erguer a espada como uma cruz, e gritar para os céus “Ramil!”. E ouve um trovão que faz estremecer a casa. E vê a espada iluminar-se e ficar azul. E o seu filho também.
            O pai encontra a mulher na sala. Ela diz:
            - Viu só? Trovoada. Vá entender este tempo.
            - Quem foi que deu a espada pra ele?
            - Não foi você? Pensei que tivesse sido você.
            - Tenho uma coisa pra te contar.
            - O que é?
            - Senta, primeiro.




VOCABULÁRIO
1 – Encontre, no texto, palavras que signifiquem:
a) abalar: __________________________                      d) delicadamente: ___________________
b) restos: __________________________                      e) sério: __________________________
c) admirada: _______________________                       f) importância: _____________________

ORTOGRAFIA
1 – Assinale a(s) alternativa(s) que contém erro na separação de sílabas:
a) his – tó – rias                       d) ga – nhou                            g) sé – rio
b) pa – sso - u                         e) se – ri – e – da – de              h) pri – mei – ro
c) fa – mí – li – a                      f) co – i – sa                            i) pes – so – as




INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
1 – Qual era o motivo da seriedade do menino, no início do texto?
(     ) o cansaço     (      ) a decepção pelos presentes que recebeu     (     ) a descoberta de que ele era um “Thunder Boy”

2 – De onde veio a espada, segundo o texto?
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3 – O pai, inicialmente, leva a sério a história do filho? Por quê?
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4 – Em que condições os pais não veriam mais o filho, segundo ele próprio?
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5 – No final do texto, o pai acredita ou não no filho? Explique:
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ATIVIDADES GRAMATICAIS
1 – Observe que, no 1° parágrafo do texto, existem lacunas que deverão ser preenchidas com a forma verbal adequada. Segue abaixo, a lista de verbos faltantes, aleatoriamente. Analise, conjugue e complete corretamente as lacunas, flexionando o verbo no modo, tempo e pessoa indicados a seguir:
PENSAR – presente do indicativo – 3ª pessoa do singular.
FAZER – pretérito perfeito do indicativo – 3ª pessoa do singular.
GANHAR – pretérito perfeito do indicativo – 3ª pessoa do singular.
SER – presente do indicativo – 3ª pessoa do singular.
TER - presente do indicativo – 3ª pessoa do singular.
PASSAR - pretérito perfeito do indicativo – 3ª pessoa do singular.
ESTAR - presente do indicativo – 3ª pessoa do singular.
RECOLHER – presente do indicativo – 3ª pessoa do singular.
AJUDAR - presente do indicativo – 3ª pessoa do singular.

2 – Nas frases abaixo, identifique o verbo, sua conjugação, o tempo e a pessoa em que está flexionado.
a) “Eu queria falar com você”.
VERBO: ____________ CONJUGAÇÃO: _______   TEMPO: _________________________ PESSOA: ______

b) “Eu a receberia aos sete anos.”
VERBO: _____________ CONJUGAÇÃO: _______   TEMPO: ______________________ PESSOA: __________

c) “Poderão contar com a minha ajuda”.
VERBO: ____________ CONJUGAÇÃO: _______   TEMPO: _________________________ PESSOA: ________

3 – Reescreva as frases abaixo, conjugando o verbo no tempo solicitado entre parênteses:
a) “O pai encontra a mulher na sala”. (pretérito mais-que-perfeito do indicativo)
____________________________________________________________________________________________

b) “Tenho uma coisa pra te contar.” (futuro do pretérito do indicativo)
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c) É a noite em que o filho fez sete anos. (futuro do presente do indicativo).
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