quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

REVISÃO 6º ANO - VERBOS - SUBSTANTIVOS - ADJETIVOS


Atividades de Revisão para a Prova

1) Leia e responda:
Cada grupo humano se comporta, pensa, trabalha e se distrai de maneira toda sua: as maneiras de preparar os alimentos, de plantar, as roupas que as pessoas vestem, os ornamentos que usam, tudo isso faz parte de sua maneira de viver, de sua cultura.

a) O que cada grupo humano faz à sua maneira?
b) O que essas palavras indicam? 
(   ) características, qualidades  
(   ) nomes de seres 
(   ) processos, ações
c) Há, no texto, um substantivo sobrecomum. Transcreva-o:

2) Observe este outro fragmento.
“O Brasil era na época um reino da natureza...”
a) A palavra destacada também é verbo. O que o verbo destacado está indicando nesse caso?
(   ) características, qualidades 
(   ) nomes de seres 
(   ) estado

3) Observe a letra da música abaixo:
"Minha jangada vai sair pro mar,
Vou trabalhar, meu bem querer.
Se Deus quiser, quando eu voltar do mar, 
Um peixe bom eu vou trazer.
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer."


a) A quem se referem os verbos destacados?

b) Substitua as expressões destacadas, pelo pronome pessoal adequado: 
* Minha jangada vai sair pro mar.
* Meus companheiros também vão voltar.

 c) Se substituíssemos a locução verbal destacada, nos versos abaixo, qual seria o verbo adequado?
* Vou trabalhar, meu bem querer.
(   ) Trabalho, meu bem querer. 

(   ) Trabalharei, meu bem querer. 
(   ) Trabalhei, meu bem querer.

* Meus companheiros também vão voltar.
(   ) Meus companheiros também voltarão. 

(   ) Meus companheiros também voltaram.
(   ) Meus companehiros também voltam.

d) O que indicam, na canção, as ações de sair para o mar, trazer peixe, voltar e agradecer?
(   ) Algo que vai ser feito. 

(   ) Algo que já foi feito.

4) Complete as frases abaixo, com os verbos entre parênteses.
a) Quando um não quer, dois não _____________. (BRIGAR)
b) Agora o som das cornetas e clarins _______________ as tropas. (ENTUSIASMAR)
c) Ontem, da minha gaveta, _______________________ vários envelopes. (SUMIR)
d) O rebanho ___________________vacinado ontem. (SER) 



5) Leia o poema.
CONJUGAÇÃO 

(Affonso Romano de Sant’Anna)

Eu falo
Tu ouves
Ele cala.

Eu procuro
Tu indagas
Ele esconde.

Eu planto
Tu adubas
Ele colhe.

Eu ajunto
Tu conservas
Ele rouba.

Eu defendo
Tu combates
Ele entrega.

Eu canto
Tu calas
Ele vaia.

Eu escrevo
Tu me lês
Ele apaga

a) As ideias que o poema transmite estão centradas.
(   ) Em uma pessoa, no que ela faz e como ela é. 

(   ) Em duas pessoas diferentes e como elas são.
(   ) Em três pessoas diferentes e o que cada uma delas faz.

b) Distribua na tabela abaixo, os verbos do poema, de acordo com a sua conjugação.



1ª conjugação
2ª conjugação
3ª conjugação












6) Leia o texto.

Abelhas
Uma abelha visita dez flores por minuto em busca do pólen e do néctar. Ela faz, em média, quarenta vôos diários, tocando em 40 mil flores. Com a língua, as abelhas recolhem o néctar do fundo de cada flor e o guardam numa bolsa localizada na garganta. [...]

a) Quais são as ações realizadas pela abelha?
b) Em que tempo estão conjugados os verbos do texto?
c) Qual a conjugação de cada um dos verbos presentes no texto?
d) “Abelha” é um substantivo comum-de-dois gêneros, sobrecomum ou epiceno? Explique:
e) Assinale a alternativa que substitui a forma nominal do verbo, destacada na frase abaixo.

Tocando em 40 mil flores. 

(   ) Toca em 40 mil flores. 
(   ) Tocou em 40 mil flores. 
(   ) Tocará em 40 mil flores.
f) Se substituíssemos a locução verbal destacada, na frase abaixo, qual seria o verbo adequado?
O néctar vai passando de abelha para abelha.
(   ) O néctar passará de abelha para abelha. 

(   ) O néctar passa de abelha para abelha.
(   ) O néctar passou de abelha para abelha

7) Leia com atenção o trecho abaixo:
 
“Ela subiu sem pressa a tortuosa ladeira. À medida que avançava, as casas iam rareando, modestas casas espalhadas sem simetria e ilhadas em terrenos baldios. No meio da rua sem calçamento, coberta aqui e ali por um mato rasteiro, algumas crianças brincavam de roda. A débil cantiga era a única nota viva na quietude da tarde. [...]

- Podia ter escolhido um outro lugar, não? – Abrandara a voz. – E que é isso aí? Um cemitério?

Ele voltou-se para o velho muro arruinado. Indicou com o olhar o portão de ferro, carcomido pela ferrugem.

a) Nesse fragmento, como o narrador caracteriza:
A ladeira:
Os terrenos:
A rua:
O mato:
A cantiga:
O muro do cemitério:
O portão de ferro:
 

b) Retire, do texto, um sinônimo de “simples”, “humilde”.
c) Retire, do texto, um sinônimo para a palavra “abandonados”.
d) Substitua as locuções a adjetivas destacadas pelo adjetivo correspondente:
“Ela subiu a ladeira com pressa.”
“Naquele belo dia de sol.”

e) Distribua os verbos destacados no texto, na tabela abaixo, de acordo com o tempo em que estão conjugados. Em seguida indique a que conjugação pertencem.

Pretérito Perfeito
Pretérito Imperfeito
Pretérito Mais-que-Perfeito


















8) Eu Juro que Vi 

(Sérgio Capparelli)
 

Eu vi uma arara vermelha
Com pitangas nas orelhas.

Eu vi uma cobra jararaca
Engolindo inteira uma jaca.

Eu vi uma onça pintada
Se coçando com a espingarda.

Eu vi o senhor Juvenal
Comendo açúcar com sal.

Eu vi um dromedário
Fazendo tricô no armário.

Eu vi no mar a baleia
Dançando com a lua cheia.

Eu vi uma cabra braba
Dizendo abracadabra.

a) Quais as palavras que o autor utiliza para caracterizar:
A arara:
A cobra:
A onça:
A lua:
A cabra:
b) Os substantivos arara, cobra, onça, dromedário e baleia, quanto ao gênero, são sobrecomuns, comuns-de-dois gêneros ou epicenos? Por quê?
c) Qual é o masculino de cabra?
d) Substitua a locução adjetiva destacada pelo adjetivo correspondente:

“Eu vi o senhor Juvenal
Comendo açúcar com sal.

e) O verbo destacado no texto é de que conjugação?
f) Em que tempo ele está conjugado?
g) Reescreva o primeiro verso do poema, empregando o verbo no Presente do indicativo.
h) Reescreva o terceiro verso do poema, empregando o verbo no Futuro do Presente do Indicativo.
i) Reescreva o quinto verso do poema, empregando o verbo no Presente do Indicativo e a primeira pessoa do plural.

j) Reescreva o 7ª verso do poema, empregando o verbo no Futuro do Pretérito do Indicativo e a terceira pessoa do plural.
k) Indique a que conjugação pertencem as formas nominais dos verbos abaixo:

engolindo:
coçando:
comendo:
fazendo:
dizendo:

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

DELÍRIOS DE HONESTIDADE - Walcyr Carrasco



DELÍRIOS DE HONESTIDADE - Walcyr Carrasco


Outro dia eu estava pensando em como seria o mundo se as pessoas fossem realmente honestas. Inclusive no mais prosaico cotidiano. Eu me imagino entrando em uma dessas churrascarias de luxo. Sento-me à mesa e peço um filé bem passado ao garçom. Ele me alerta:

— Não aconselho. O filé hoje está uma sola de sapato.

— Peço o quê?

— Peça licença e vá para outro lugar. Olhe bem o cardápio. Pelo preço de um bife o senhor compra mais de um quilo no açougue. Quer jogar seu dinheiro fora?

Vou para outro e escolho: salmão. O garçom:

— Se o senhor quiser, eu trago. Mas salmão, salmão, não é. É surubim, alimentado de forma a ficar com a carne rosada. Ainda quer?

— Nesse caso fico com escargots.

— Lesmas, quer dizer? Por que não vai catar no jardim?

Ou então entro numa butique de griffe. Experimento um jeans, que está apertadinho na barriga. O vendedor aproxima-se:

— Ficou bom? Ah, não ficou, não, está apertado e não tenho um número maior.

— Acho que dá... ando pensando em fazer regime.

— Pois compre depois de obter algum resultado. Se bem que não sei, não... essa barriga parece coisa consolidada.

— Eu quero o jeans. Quero e pronto!

_ Não vou deixar que cometa essa loucura. Aliás, falando francamente, o que o senhor viu nesse jeans, que nem cai bem nas suas adiposidades? Só pode ser a etiqueta. Meu amigo, ainda acredita em griffe?

Corro à casa de chocolates e peço um dietético. A mocinha no balcão:

— Confia nessa história de dietético? Ou só quer calar a sua consciência?

— E se eu quiser confiar, estou proibido?

— Pois saiba que engorda. Menos que o chocolate comum, mas engorda. E o senhor não me parece em condição de fazer concessões a doces. Não vou contribuir para o seu auto-engano, jamais poria esse chocolate nas suas mãos. Vá à feira e peça um jiló.

Resolvo trocar de carro. Passeio pela concessionária, escolho:

— Este vermelho, que tal?

— O motor funde mais dia, menos dia — alerta o vendedor.

— Parece tão bonitinho...

— Desculpe, mas você acha que a lataria anda sozinha? Já alertei o dono da loja, este carro está péssimo. Fique com aquele.

— Mas é velho e horroroso!

— Pode ser, mas anda. Está decidido, leve aquele. E não discuta!

O embate com a honestidade absoluta também poderia ser uma galeria de arte.

— Gostei daquele — aponto o quadro à marchande.

— Está precisando de pano de chão?

— Não... é que... bem, posso não entender de arte, mas achei bonito.

— Sinceramente, o senhor não entende mesmo. Isso aqui é um horror. Não vale a tinta que gastou. Está exposto porque o dono da galeria insistiu. Leve aquele, é valorização na certa.

— Aquele? É muito sombrio... eu queria alguma coisa alegre e...

— Não insista. Sombrio ou não, vou embrulhar. Faça o cheque, é melhor pra você.

E numa loja de móveis? Mostro as cadeiras que me interessam. O decorador:

— É amigo de algum ortopedista?

— Está precisando de um? Posso indicar...

Você é quem vai precisar. Essas cadeiras vão desmontar na terceira vez em que alguém se sentar. Fratura na certa.

— Caras assim e desmontam? Eu devia chamar o Procon.

— Se quiser, eu chamo para o senhor!

Pior seria alguma vaidosa querendo fazer plástica. O cirurgião examina:

— Hum... hum..

— Meu nariz vai ficar bom, doutor?

— Se a senhora se contenta em trocar uma picareta por um parafuso, fica! Agora, se ambiciona uma melhora significativa, o melhor é morrer e reencarnar de novo. Pode ser tenha mais sorte.

A paciente sai chorando. Eu, que vivo me irritando com vendedores, chego a uma conclusão: quero comprar o jeans que me oprime a barriga, o chocolate que não emagrece e o quadro colorido. Deliciar-me com as pequenas fantasias. Feitas as contas, delírios de honestidade podem transformar-se em pesadelos cruéis. Os pequenos enganos abrem as comportas dos pequenos sonhos e adoçam o dia-a-dia.


Walcyr Carrasco. O golpe do aniversariante. São Paulo, Ática, 1989.



1) Em Delírios de honestidade, o narrador é personagem ou observador? Explique e comprove sua resposta com trechos do texto.



2) Que palavra, na primeira frase do texto, dá a ideia de condição, de suposição, de como seria o mundo caso as pessoas fossem honestas?



3) Releia o seguinte trecho: “Pelo preço de um bife o senhor compra mais de um quilo no açougue. A partir da leitura desse trecho, é possível afirmar que:

(       ) o garçom sabe o preço e o valor das coisas.

(       ) o garçom ganha pouco.

(       ) o garçom gasta com inutilidades.

(       ) o quilo de carne, no açougue, está muito caro.

(       ) o cliente não tinha dinheiro.



4) Com o que é que o garçom compara o filé do restaurante? Por que é feita essa comparação?



5) Quais os conselhos recebidos pelo narrador:

a) na churrascaria?

b) na butique de grife?

c) na casa de chocolates?

d) na concessionária?

e) na galeria de arte?



6) O que os argumentos que a atendente do balcão da casa de chocolates usou, revelam sobre o produto dietético?


      7) Leia este trecho com atenção:“Se bem que não sei, não... essa barriga parece coisa consolidada.”  A única palavra que não pode substituir o termo destacado é:
      a) estabelecida
      b) instável
      c) firmada
      d) segura
      e) fixada
 
8) Observe a frase a seguir e responda: “Você é quem vai precisar. Essas cadeiras vão desmontar na 3ª vez em que alguém se sentar. Fratura na certa.” A única palavra que pode ser usada para substituir o termo destacado é:
a) prejuízo

b) quebra

c) nota

d) pagamento

e) conta

9)  Pesquise o que faz uma "marchande".

10) Com o que a marchande compara o quadro que interessou ao narrador?

11) Complete a cruzadinha com as palavras referentes às explicações abaixo:
a) Verbo presente no 10º parágrafo, pertencente a 2ª conjugação, conjugado no Presente do Indicativo, na 1ª pessoa do singular.
b) Verbo no Imperativo, presente no 4º parágrafo do texto, pertencente a 1ª conjugação.
c) Verbo pertencente a 3ª conjugação, presente no texto, sinônimo de “queima”.
d) Verbo presente no 3º parágrafo, pertencente a 3ª conjugação, conjugado no Presente do Indicativo.
e) Peixe citado no texto, servido no lugar do salmão, segundo o garçom.
f) Adjetivo usado para caracterizar o chocolate.
g) Sinônimo de “gorduras”, presente no texto.
h) Verbo da 2ª conjugação, presente no 26º parágrafo do texto, conjugado na 3ª pessoa do singular.
i) Substantivo comum-de-dois gêneros presente no texto.
j) Adjetivo referente ao substantivo “carne”, presente no 6º parágrafo do texto.
k) Adjetivo referente aos substantivos “enganos” e “sonhos”, presentes no último parágrafo do texto.