quinta-feira, 23 de abril de 2015

Redução da maioridade penal - prós e contras - Parte II


Texto 1

Menores de 18 anos não sabem o que fazem?
Sou a favor da redução da maioridade penal. Não considero adolescentes os jovens de 16 a 18 anos

RUTH DE AQUINO

02/04/2015 23h21 - Atualizado em 04/04/2015 10h40

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/04/menores-de-18-anos-nao-sabem-o-que-fazem.html


E por não saberem o que fazem, não podem ser presos, mesmo quando matam a tiros por motivo torpe, por um celular, um par de tênis, uma bicicleta, uma bolsa ou um carro. Eles sabem manejar uma arma, sabem dirigir, podem votar, transam, fazem filhos, não se sentem mais na obrigação de obedecer aos pais. Mas não sabem que tirar uma vida deixa crianças órfãs e pais destruídos. Você acredita nisso?

Pela lei brasileira, eles são inimputáveis. Mesmo após um crime hediondo, os menores não podem ser responsabilizados pela Justiça. Sua ficha policial continua em branco. Alguns irão para um reformatório e logo serão soltos. Podem aterrorizar famílias nas praias, ônibus, metrôs, podem estuprar, matar a namorada por ciúme. E continuam com ficha limpa. Por isso assumem a culpa por crimes cometidos por maiores. Os menores são os cúmplices ideais. São os “laranjas” dos chefões.

Pela primeira vez, o debate sobre a redução da maioridade penal se torna legítimo no Congresso. O ministro do STF Marco Aurélio Mello acha que o limite mínimo de 18 anos para a responsabilidade criminal não é cláusula pétrea da Constituição. A idade pode ser reduzida pelo Congresso por emenda. Essa é uma boa notícia porque o debate passa a ser às claras.

Questões comportamentais – como a adoção de crianças por homossexuais, a descriminalização da maconha, o ensino da religião nas escolas, o desarmamento, o direito ao aborto – se beneficiam da discussão no Congresso e na sociedade. Os hábitos mudam. Com o debate e exemplos de fora, é possível até mudar uma convicção. Na Grã-Bretanha, a maioridade penal é de 10 anos, na Alemanha é 14. Menores assassinos não são “apreendidos”, e sim julgados.

Sou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos. Por uma razão de senso comum, nada a ver com ideologia ou “vingança”: não enxergo os de 16 a 18 anos como adolescentes. Não vem ao caso se são pobres ou ricos, se foram à escola ou não, eles são jovens adultos e devem pagar por seus atos como os maiores. Se os pais são criticados quando os infantilizam, a lei também não deveria. Passar a mão na cabeça, tratá-los como incapazes de discernir o certo do errado nem faz jus às “competências” da rapaziada de 16 anos. Eles detestam ser tratados como criancinhas. Quando convém.

Mas discordo da “bancada da bala” e da “bancada evangélica”. O principal argumento deles é: com a redução para 16 anos, cairá a criminalidade. Não dá para acreditar nisso. Estima-se que 1% dos homicídios são cometidos por menores no Brasil. Sei lá se é verdade, porque nossas estatísticas são muito falhas. Mas os 53 mil assassinatos anuais não mudarão quase nada por causa dessa lei.

Os deputados pró-redução afirmam que os traficantes de drogas deixarão de aliciar os menores de 18 anos. Há resposta pronta para isso: os bandidos passarão a mirar nos de 15 anos, e não de 16. É verdade. Mudará algo no fim? Talvez. Os que já têm 16 anos, sem perspectivas e fora da alçada da família, são as maiores vítimas. A vida não tem valor para eles. Não é assim em países mais pobres – e mais rigorosos – que o nosso.

Quem prefere deixar a lei intacta diz que “a direita” quer encarcerar todos os menores que, sem ensino fundamental, saem matando. E que as prisões brasileiras não melhoram ninguém, são depósitos de indignidade e escolas do crime. Certo. Nossos presídios são medievais e a superlotação é a mais branda das violações de direitos humanos. Mas por que nenhum deputado grita a favor dos jovens de 18 anos? No dia em que faz 18, ele pode então entrar no inferno? Já é “de maior”, deixa de ser “jovem”?

Os presídios deveriam se transformar em centros de ressocialização para qualquer idade. Deveriam mostrar que o crime não compensa e que o conhecimento e o trabalho enobrecem. Os reformatórios juvenis brasileiros talvez sejam, em muitos aspectos, piores que as prisões.

Dizer, como o advogado Marcos Fuchs, de 51 anos, da ONG Conectas, que a redução da maioridade penal colocaria adolescentes num ambiente prisional controlado por criminosos é ignorar nossa realidade. Eles já nascem e crescem em ambientes controlados por criminosos. Fuchs afirmou que, com essa lei, o Brasil iria contra a resolução da ONU que protege os adolescentes. Em que lugar – dentro ou fora de cadeia – o Brasil protege os adolescentes? Ou os bebês, as crianças e suas mães? Trabalho escravo, prostituição infantil, a lista é extensa e vergonhosa.

Só a educação universal e de qualidade pode transformar a vida dos brasileiros de todas as idades. Só assim reduziremos a apavorante criminalidade. Junto com saneamento, postos de saúde, crédito para microempreendedores, ginásios esportivos.

Essa lei mudaria tudo? Claro que não. Manter a maioridade penal de 18 anos protegeria os menores carentes? Claro que não. Talvez fiquem mais protegidos em “presídios educativos” do que abandonados pelos pais, pelos deputados e pelo Estado nas ruas. Nossa pátria não é mãe gentil.

1) Por que, segundo a autora, os menores de idade sãos os cúmplices ideais?

2) Por que a autora é a favor da redução da maioridade penal para 16 anos?

3) Observe a frase: “Pela lei brasileira, eles são inimputáveis.”(1º parágrafo). O que isso quer dizer?

4) Que argumentos são apresentados, segundo a autora, por quem não concorda com a emenda à lei?

5) Que argumentos são apresentados pelas bancadas “da bala” e “evangélica” para implementar essa lei?

6) Por que, conforme a autora, outros assuntos como a adoção de crianças por homossexuais ou a descriminalizacao da maconha se beneficiariam desse debate?

7) Explique ao que a autora faz referência e o que ela quis dizer com a expressão “Nossa pátria não é mãe gentil.” 6º parágrafo).

8) Analise as afirmações acerca das frases abaixo e assinale a alternativa correta:
I – “Mas não sabem que tirar uma vida deixa crianças órfãs e pais destruídos.” (1º parágrafo).
A) Há, nesta frase, 3 substantivos – vida, crianças e órfãs; um artigo indefinido – uma; e dois adjetivos – pais e destruídos.
B) Há, nesta frase, 3 substantivos – vida, crianças e pais; um artigo indefinido – uma; e dois adjetivos – órfãs e destruídos.
C) Há, nesta frase, 3 substantivos – crianças, órfãs e pais; um artigo indefinido – uma; e dois adjetivos – vida e destruídos.

II – “Pela primeira vez, o debate sobre a redução da maioridade penal se torna legítimo no Congresso.” (3º parágrafo).
A) O adjetivo “legítimo” refere-se ao substantivo “debate”.
B) O adjetivo “legítimo” refere-se ao substantivo “redução”.
C) O adjetivo “maioridade penal” refere-se ao substantivo “redução”. 

III) “Com o debate e exemplos de fora, é possível até mudar uma convicção.”
A) Há, nesta frase, 3 substantivos abstratos – debate, exemplos e convicção; dois artigos definidos – o e uma; e uma locução adjetiva de fora.
B) Há, nesta frase, 3 substantivos abstratos – debate, exemplos e convicção; dois artigos, sendo um definido e outro indefinido – o e uma; e uma locução adjetiva de fora.
C) Há, nesta frase, 3 substantivos concretos – debate, exemplos e convicção; dois artigos definidos – o e uma; e uma locução adjetiva de fora.

9) Observe as frases abaixo e indique em que grau estão os adjetivos destacados: 
a) “Não é assim em países mais pobres – e mais rigorosos – que o nosso.” (5º parágrafo). 
b) “Sei lá se é verdade, porque nossas estatísticas são muito falhas.” (5º parágrafo).
c) “ Os reformatórios juvenis brasileiros talvez sejam, em muitos aspectos, piores que as prisões.” (6º parágrafo).

10) Transcreva, do 6º parágrafo, os adjetivos usados para caracterizar os substantivos “trabalho”, “ prostituição” e “lista”.

11) Substitua o adjetivo destacado na expressão abaixo, pela locução adjetiva correspondente:
a) Questões comportamentais [...](4º parágrafo):

Texto 2

Quem é a favor da redução da maioridade penal é contra a vida da juventude
Walmyr Junior *

http://www.jb.com.br/juventude-de-fe/noticias/2014/08/22/quem-e-a-favor-da-reducao-da-maioridade-penal-e-contra-a-vida-da-juventude/

A criminalidade e a violência, tanto do campo quanto da cidade, da qual estão inseridos adolescentes e jovens, são frutos de um modelo político de produção e consumo que fortalece a manutenção das injustiças socioeconômicas do Estado brasileiro. Trancar jovens com 16 anos em um sistema penitenciário que não tem cumprido com a sua função social e não assegura a reinserção e reeducação dessas pessoas, não favorece para a diminuição da violência. 

A proposta de redução da maioridade penal é considerada inconstitucional e violação de cláusula pétrea, além de fortalecer a política criminal e afrontar a proteção integral. Ter uma política que reduz a maioridade penal é atropelar a Constituição brasileira. É preciso saber que a inimputabilidade dos menores de 18 (dezoito) anos possui previsão constitucional no artigo 228, ou seja, a impossibilidade de receber sanções iguais a de adultos é uma garantia individual da criança e do adolescente, essa é a garantia jurídica que temos que não pode ser derrubada.

Para Elizaldo Junior, coordenador Arquidiocesano da Pastoral da Juventude do Rio de Janeiro, “a redução da maioridade penal não é uma solução. Vemos que o sistema penitenciário não proporciona para o indivíduo que está preso a reinserção no contexto social. Caso esse adolescente seja preso ele sofrerá as mesmas conseqüências que um adulto preso. Não existe um acompanhamento psicológico ou de um assistente social que o ajude a refletir sobre suas atitudes. Vemos que as medidas sócio-educativas não funcionam, pois não há uma formação educativa, profissional e social para a inserção do aprisionado na sociedade. 

Há de se rever o tipo de correção dada para o menor infrator, a fim de fazê-lo não só refletir o seu papel na sociedade, como no mal que causou cometendo um delito. É necessária uma medida em que se corrijam, de fato, as ações de menores infratores, mas principalmente que se garanta os direitos a educação de qualidade, a segurança e a oportunidade de emprego, formando uma sociedade mais justa e igualitária”. 

Ser favorável a esta medida (redução da maioridade penal) é também ferir o nosso desejo e horizonte de vida em plenitude para toda a juventude. Por isso conclamamos a sociedade a compreender que é tarefa de todos/as trabalharmos pela cultura de paz, priorizando o cuidado, a escuta e o compromisso com a vida da juventude, adolescentes e crianças para um Brasil pleno de paz, justiça e dignidade.

Para Mitã Chalfun, vice-presidente da UNE, “a redução da Maioridade Penal representa a criminalização da nossa juventude. Precisamos de oportunidades e ter a acesso a educação, a cultura e o lazer. A redução da maioridade em nada resolverá o problema da desigualdade social que assola nosso país, pelo contrário, ela corrobora para que a desigualdade continue sendo uma das causas principais da violência”. 

A redução da maioridade penal só tem por finalidade colocar mais jovens negros das favelas e periferias do país atrás das grades. Na prática, reforça os tempos de escravidão que ainda vivemos. Ao invés das correntes nos pés nossas adolescências e juventudes receberiam grades para colocar as mãos. A única coisa que a redução provocará na sociedade é a maior punição de jovens afetados por uma realidade social da qual eles não tiveram a menor culpa de serem inseridos.

Temos no Brasil mais de 527 mil presos e ainda faltam vagas nas prisões para pelo menos 181 mil. Com isso colocar mais indivíduos atrás das grades é defender a expansão do sistema penitenciário para prender mais presos. Um detalhe que não podemos abrir mão de debater é a terceirização do sistema penitenciário. Como o Estado é incapaz de cumprir sua finalidade de recuperar alguém com o sistema prisional que nós temos, uma medida tomada nos Estados Unidos e que vem sendo implementado no Brasil é a terceirização do sistema penitenciário. 

O projeto de terceirização dos presídios é de interesse único dos empresários que vão colocar as mãos nos jovens e adolescentes e fazê-los de mercadoria. É simples, aumenta o número de presídios, reduz a maioridade penal e larga o futuro do país nas mãos do interesse privado que a 500 anos se beneficiam com a desigualdade social no Brasil. 

* Walmyr Júnior é professor. Integra a Pastoral da Juventude e trabalha na Pastoral Universitária da PUC-Rio. É membro do Coletivo de Juventude Negra - Enegrecer. Representou a sociedade civil em encontro com o Papa Francisco no Theatro Municipal, durante a JMJ.

1) Ao que o autor atribui criminalidade e a violência, no Brasil?

2) “Trancar jovens com 16 anos em um sistema penitenciário que não tem cumprido com sua função social [...]” (1º parágrafo). Qual seria a função social a que se refere o autor?

3) Por que, segundo o texto, as medidas socioeducativas não funcionam?

4) Qual a finalidade da redução da maioridade penal, segundo o autor? Você concorda com essa afirmacão? Explique:

5) Há, no texto, um argumento utilizado pelo autor, para defender seu posicionamento, mas que foi derrubado pelos outros textos lidos. Que argumento é esse?

6) De quem é a responsabilidade, segundo o autor, para que tenhamos um Brasil pleno de paz, justiça e dignidade?

7) Transcreva, do texto, 3 substantivos comuns de dois gêneros.

8) Transcreva, do texto, 1 substantivo sobrecomum.

9) Observe o trecho: “[...] são frutos de um modelo político de produção e consumo [...]”. O termo destacado assume, neste contexto, o sentido de:
a) Frutas.
b) Resultados.
c) Lucros.
d) Vantagens.

10) Os prefixos –IN e –DES atribuem um sentido de negação às palavras. Transcreva, do texto, 4 palavras onde o prefixo –IN apresenta um sentido de negação, e uma palavra onde o prefixo –exemplifique isso.

11) As locuções adjetivas destacadas no trecho “A criminalidade e a violência, tanto do campo quanto da cidade, da qual estão inseridos adolescentes e jovens [...]” (1º parágrafo), correspondem a quais adjetivos?

12) Substitua os termos destacados pelos adjetivos correspondentes. Faça as alterações necessárias.
a) “[...] para um país pleno de paz, justiça e dignidade.” (5º parágrafo).

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Redução da Maioridade Penal - prós e contras - Parte I

A favor da redução da maioridade penal


Em casos de excepcional gravidade, é preciso uma punição mais eficaz ao menor infrator do que aquelas preconizadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente

ALOYSIO NUNES FERREIRA 
02/04/2015 23h50 - Atualizado em 04/04/2015 10h29 
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/04/favor-da-reducao-da-maioridade-penal.html

No dia 31 de março, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. Pela primeira vez, um órgão parlamentar reconhece que a matéria não afronta a Constituição e pode continuar sua tramitação no Congresso Nacional, permitindo ampliar o debate sobre essa questão tão delicada e polêmica.

Concordo com o parecer da CCJ da Câmara. A redução da imputabilidade penal, hoje fixada em 18 anos pelo Artigo 228 da Constituição, pode ser alterada por emenda à Carta, uma vez que não está entre os direitos e garantias individuais elencados no Artigo 5o, esses, sim, imutáveis.

Superada a questão da constitucionalidade, trata-se, agora, de discutir o mérito da proposta. Deverão os delitos cometidos por jovens entre 16 e 18 anos, independentemente de sua gravidade, do grau de discernimento e periculosidade de seus autores, serem sancionados tão somente pelas medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), entre as quais a internação por no máximo três anos? Ou será preciso buscar uma maior correspondência entre as condições do delito e a gravidade das punições?

Faz um ano, um jovem brasiliense matou sua namorada com um tiro no rosto, pretextando ciúmes. Filmou o assassinato com o celular, compartilhou as imagens nas redes sociais e ocultou o cadáver. Faltava apenas um dia para ele completar 18 anos. Preso no dia seguinte, foi julgado com base no ECA e será posto em liberdade quando completar 21 anos, sem que nada conste em sua folha de antecedentes. Caso o crime tivesse ocorrido um dia depois, já aos 18 anos, não escaparia de uma condenação com base no Código Penal por homicídio muitas vezes qualificado. Poderia permanecer no cárcere por 30 anos.

Fatos como esse, ainda que felizmente não sejam frequentes, exigem maior adequação do sistema penal aos dias de hoje. Por que, então, a redução para 16 anos? A partir dos 16 anos, o jovem vota se quiser, seu testemunho é aceito em juízo e pode ser emancipado, inclusive sem consentimento dos pais, se tiver economia própria. O Direito brasileiro reconhece, assim, que a partir dos 16 anos o adolescente tem condições de assumir a responsabilidade pelos seus atos.

Por isso é legítimo o debate que se abre agora: redução pura e simples da idade-limite para a aplicação da lei penal para os 16 anos (nos termos da proposta da Câmara dos Deputados) ou a redução da maioridade penal apenas em casos de excepcional gravidade, conforme emenda que apresentei ao Senado.

Reconheço os riscos de legislar sob o clamor público e, justamente por isso, apresentei, ainda em 2012, quando o assunto não estava estampado nas manchetes, uma PEC que oferece um “caminho do meio” a essa discussão. Minha proposta mantém a regra geral da imputabilidade aos 18 anos, mas permite sua redução em casos excepcionais, mediante uma criteriosa análise do juiz e do Ministério Público, perante a Vara da Infância e da Juventude. Chamo essa análise de “incidente de desconsideração da inimputabilidade penal”.

Dessa maneira, diante de uma denúncia envolvendo um menor de 18 e maior de 16 anos, que tenha cometido uma infração capaz de ser enquadrada como crime hediondo ou múltipla reincidência de lesão corporal grave e roubo qualificado, o juiz fará, a partir de um pedido do promotor de justiça, uma avaliação, mediante exames criteriosos e laudos técnicos de especialistas, do grau de discernimento sobre o caráter ilícito do seu ato. Em caso afirmativo, o juiz da Infância e da Juventude poderia decretar a sua imputabilidade e aplicar a ele a lei penal. Condenado, o menor, acima de 16 anos, somente poderia cumprir a sentença em estabelecimento especial, criado especificamente para o cumprimento de penas por esse tipo de criminoso juvenil, isolado dos demais presos comuns.

Trata-se de uma solução intermediária e prudente, pois reconhece, a um só tempo, a evolução da sociedade moderna e um problema efetivo de criminalidade envolvendo menores. Minha PEC não foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado por uma escassa maioria, o que revela quanto o Legislativo está dividido. Alguns senadores e eu recorremos ao Plenário, onde minha PEC ainda será apreciada, desde que o presidente Renan Calheiros cumpra seu compromisso de submetê-la à votação. Apesar do calor da emoção, não podemos admitir que argumentos radicalizados impeçam o debate. Dizer que a redução da maioridade penal afronta garantias fundamentais e cláusulas pétreas é interpretar a Constituição com visão limitada, fugindo ao debate pela saída mais conveniente.

O Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, é uma lei justa e generosa, ainda largamente ignorada em suas medidas de proteção e promoção. Mesmo quanto às sanções previstas no estatuto, antes de se chegar à internação, há uma série de outras menos severas, como a advertência, a prestação de serviços à comunidade e a liberdade assistida, que são frequentemente ignoradas, passando-se diretamente à privação de liberdade, mesmo em casos em que isso não se justifica. Os poderes públicos, inclusive o Judiciário, estão em dívida com a sociedade por conta da inobservância do estatuto em sua integralidade.

Reconheço que a punição não é o único remédio para a violência cometida pelos jovens. Evidentemente, políticas sociais, educação, prevenção, assistência social são medidas que, se aplicadas no universo da população jovem, terão o condão, efetivamente, de reduzir a violência. Mas, em determinados casos, é preciso uma punição mais eficaz do que aquelas preconizadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

1) O que é imputabilidade penal?

2) De que forma e por que seria possível reduzir a imputabilidade penal de 18 para 16 anos de idade?

3) Quais são os direitos individuais garantidos pelo Artigo 5º da Constituição?

4) Que argumentos são citados pelo autor para justificar a redução da maioridade penal para os 16 anos?

5) Quais os dois aspectos, citados pelo autor, que devem ser analisados para a questão da redução da maioridade penal?

6) Qual é a proposta de Aloysio Nunes Ferreira? E como ele a denomina?

7) Procure, no texto, sinônimos para as palavras abaixo.

a) Valor, importância:
b) Lícito, legal:
c) Cautelosa:
d) Rígidas:
e) Capacidade, poder:
f) Aconselhadas, indicadas:

8) Observe a frase: “Deverão os delitos cometidos por jovens entre 16 e 18 anos, independentemente de sua gravidade, do grau de discernimento e periculosidade de seus autores, serem sancionados tão somente pelas medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)[...]”. Se substituirmos o termo destacado por “infrações” o número de termos a ser alterado é de:
a) 4. 
b) 5. 
c) 3. 
d) 2. 
e) 6. 

9) Transcreva, do texto, dois substantivos comuns-de –dois gêneros.

10) Transcreva, do texto, um substantivo sobrecomum.

11) Reescreva as expressões abaixo, substituindo os adjetivos destacados pelas locuções adjetivas correspondentes:
a) Órgão parlamentar:
b) Imputabilidade penal:
c) Garantias individuais:
d) Lesão corporal:

12) Reescreva as expressões abaixo, substituindo a locução adjetiva pelo adjetivo correspondente:
a) Evolução da sociedade:
b) Condenação com base no Código Penal:
c) Problema efetivo de criminalidade:
d) Consentimento dos pais:

13) Transcreva, do texto, os adjetivos referentes aos substantivos abaixo:
a) Questão (1º parágrafo):
b) Solução (5º parágrafo):
c) Garantias (5º parágrafo):
d) Cláusulas (5º parágrafo):
e) Lei (6º parágrafo):
f) Poderes (6º parágrafo):
g) Remédio (7º parágrafo):

14) Há, no texto, um adjetivo pátrio. Transcreva-o e indique a que região ele se refere.

15) Observe a charge abaixo. 

a) Que relação podemos estabelecer entre a charge e o texto lido?













TEXTO 2

Redução da maioridade penal, grande falácia 
O advogado criminalista Dalio Zippin Filho explica por que é contrário à mudança na maioridade penal 

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/reducao-da-maioridade-penal-grande-falacia-ems1jrgy501486ya77d8wzb66 
10/06/2013 05h00 Dalio Zippin Filho 
Texto publicado na edição impressa de 10 de junho de 2013 

Diuturnamente o Brasil é abalado com a notícia de que um crime bárbaro foi praticado por um adolescente, penalmente irresponsável nos termos do que dispõe os artigos 27 do CP, 104 do ECA e 228 da CF. A sociedade clama por maior segurança. Pede pela redução da maioridade penal, mas logo descobrirá que a criminalidade continuará a existir, e haverá mais discussão, para reduzir para 14 ou 12 anos. Analisando a legislação de 57 países, constatou-se que apenas 17% adotam idade menor de 18 anos como definição legal de adulto. 

Se aceitarmos punir os adolescentes da mesma forma como fazemos com os adultos, estamos admitindo que eles devem pagar pela ineficácia do Estado, que não cumpriu a lei e não lhes deu a proteção constitucional que é seu direito. A prisão é hipócrita, afirmando que retira o indivíduo infrator da sociedade com a intenção de ressocializá-lo, segregando-o, para depois reintegrá-lo. Com a redução da menoridade penal, o nosso sistema penitenciário entrará em colapso. 

85% dos menores em conflito com a lei praticam delitos contra o patrimônio ou por atuarem no tráfico de drogas, e somente 15% estão internados por atentarem contra a vida. Afirmar que os adolescentes não são punidos ou responsabilizados é permitir que a mentira, tantas vezes dita, transforme-se em verdade, pois não é o ECA que provoca a impunidade, mas a falta de ação do Estado. Ao contrário do que muitos pensam, hoje em dia os adolescentes infratores são punidos com muito mais rigor do que os adultos. 

Apresentar propostas legislativas visando à redução da menoridade penal com a modificação do disposto no artigo 228 da Constituição Federal constitui uma grande falácia, pois o artigo 60, § 4º, inciso IV de nossa Carta Magna não admite que sejam objeto de deliberação de emenda à Constituição os direitos e garantias individuais, pois se trata de cláusula pétrea. 

A prevenção à criminalidade está diretamente associada à existência de políticas sociais básicas e não à repressão, pois não é a severidade da pena que previne a criminalidade, mas sim a certeza de sua aplicação e sua capacidade de inclusão social.

1) Pesquise do que tratam os artigos 27 do Código Penal, 104 do ECA e 228 da Constituição Federal, citados no texto.

2) O que provoca a impunidade, segundo o autor do texto?

3) Pesquise o significado da palavra "falácia" e responda: Na sua opinião, por que, para o advogado Dalio Zippin Filho, a redução da maioridade penal é uma grande falácia?

4) O que, de acordo com o texto, previne a criminalidade?

5) Qual o crime mais praticado pelos menores, de acordo com o texto?

6) Por que o autor afirma que a prisão é hipócrita?

7) De quem será a responsabilidade, na opinião do autor, se os adolescentes forem punidos como adultos?

8) Os dois textos lidos tratam do mesmo assunto. A opinião dos autores é a mesma? Justifique:

9) Transcreva, do texto, os adjetivos referentes aos substantivos abaixo:
a) crime (1º parágrafo):
b) adolescente (1º parágrafo):
c) proteção (3º parágrafo):
d) prisão (3º parágrafo):
e) indivíduo (3º parágrafo):
f) propostas (4º parágrafo):
g) políticas (5º parágrafo):

10) Reescreva as expressões abaixo, substituindo as locuções adjetivas destacadas, pelos adjetivos correspondentes:
a) Ação do Estado:
b) Severidade da pena

11) Encontre, no texto, sinônimos para as palavras abaixo:
a) implora, suplica:
b) ruína, falência:

12) Observe as charges abaixo e responda às questões:

a) Há, na charge ao lado, um substantivo sobrecomum. Destaque-o.










b) Transcreva, da charge, dois substantivos sobrecomuns e dois comuns-de-dois gêneros.




 c) Releia os textos, observando os argumentos prós e contras, e as charges selecionadas, e produza um texto dissertativo-argumentativo, posicionando-se acerca da lei da redução da maioridade penal.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Pequeno Príncipe (trecho) - Antoine Saint-Exupéry

O Pequeno Príncipe (trecho)
Antoine Saint-Exupéry
 
O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor. Uma flor de três pétalas, uma florzinha insignificante....
- Bom dia - disse o príncipe.
- Bom dia - disse a flor.
- Onde estão os homens? - Perguntou ele educadamente.
A flor, um dia, vira passar uma caravana:
- Os homens? Eu creio que existem seis ou sete. Vi-os faz muito tempo. Mas não se pode nunca saber onde se encontram. O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes.
-Adeus - disse o principezinho.
-Adeus - disse a flor.
O pequeno príncipe escalou uma grande montanha. As únicas montanhas que conhecera eram os três vulcões que batiam no joelho. O vulcão extinto servia-lhe de tamborete. "De uma montanha tão alta como esta", pensava ele, "verei todo o planeta e todos os homens..." Mas só viu pedras pontudas, como agulhas.
- Bom dia! - disse ele ao léu.
- Bom dia... bom dia... bom dia... - respondeu o eco.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- Quem és tu... quem és tu... quem és tu... - respondeu o eco.
- Sejam meus amigos, eu estou só... - disse ele.
- Estou só... estou só... estou só... - respondeu o eco.
"Que planeta engraçado!", pensou então. "É completamente seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz... No meu planeta eu tinha uma flor; e era sempre ela que falava primeiro."
Mas aconteceu que o pequeno príncipe, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas em direção aos homens.
- Bom dia! - disse ele.
Era um jardim cheio de rosas.
- Bom dia! - disseram as rosas.
Ele as contemplou. Eram todas iguais à sua flor.
- Quem sois? - perguntou ele espantado.
- Somos as rosas - responderam elas.
- Ah! - exclamou o principezinho...
E ele se sentiu profundamente infeliz. Sua flor lhe havia dito que ele era a única de sua espécie em todo o Universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim!
"Ela teria se envergonhado", pensou ele, "se visse isto... Começaria a tossir, simularia morrer, para escapar ao ridículo. E eu seria obrigado a fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela seria bem capaz de morrer de verdade..."
Depois, refletiu ainda: "Eu me julgava rico por ter uma flor única, e possuo apenas uma rosa comum. 
Uma rosa e três vulcões que não passam do meu joelho, estando um, talvez, extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito poderoso..."
E, deitado na relva, ele chorou.
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - Perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs ele. - Estou tão triste...
-Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?
- Procuro os homens - disse o pequeno príncipe. - Que quer dizer "cativar"?
- Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não - disse o príncipe. - Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível - disse a raposa. - Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra - disse o principezinho.
- A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito - suspirou a raposa.

1) Como o pequeno príncipe descreveu a flor que encontrou enquanto atravessava o deserto?

2) Leia com atenção a frase: “O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes.” (6º parágrafo). Como você explica o que a flor disse a respeito dos homens?

3) Qual era o objetivo do pequeno príncipe e por que ele buscava isso?

4) Como o pequeno príncipe descreveu o planeta Terra?

5) O que o pequeno príncipe possuía em seu planeta e qual a situação que deixou ele decepcionado? 

6) Como eram as pedras que o pequeno príncipe viu do alto da montanha?

7) Como a raposa descreveu os homens?

8) O que é cativar, segundo o texto?

9) O que a raposa acha interessante em relação aos homens? Por que será que ela acha isso?

10) Por que, na visão da raposa, o planeta de onde veio o principezinho não era perfeito?

11) Quando, de acordo com o texto, alguém se torna único no mundo para outra pessoa?

12) Na frase: “Ele as contemplou. Eram todas iguais a sua flor.” (21º parágrafo), procure o significado da palavra destacada e responda: o que o príncipe fez?

13) “Começaria a tossir, simularia morrer.” (26º parágrafo). Procure o significado do termo destacado e REESCREVA a frase, substituindo-o por um sinônimo.

14) Na frase “E, deitado na relva, ele chorou.” (28º parágrafo), onde estava o príncipe?

15) Assinale a alternativa que explica corretamente a ação do pequeno príncipe na frase: “O pequeno príncipe escalou uma grande montanha.” (9º parágrafo). 
(    ) subiu.          (     ) desceu.        (      ) avistou.

16) REESCREVA a frase abaixo, passando os verbos para o Futuro do Presente do Indicativo.
“O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor.” (1º parágrafo).

17) Identifique os verbos nas frases abaixo e, em seguida, indique a que conjugação pertencem.
a) “Onde estão os homens?”

b) “Eu creio que existem seis ou sete.”

c) “Começaria a tossir, simularia morrer, para escapar ao ridículo.”


18) REESCREVA as frases abaixo, substituindo a locução verbal pelo forma verbal simples adequada. Preste atenção ao tempo dos verbos.
a) “Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.”

b) “Sua flor lhe havia dito que ele era a única de sua espécie em todo o Universo.”


quinta-feira, 26 de março de 2015

Selfie-se quem puder!

Selfie-se quem puder!(Márcio Castro)


Sorria! Você está sendo fotografado. Por você.

É bacaninha. É até divertido. Solitário ou em grupo. É moderno. E quem ainda não fez, que dispare o primeiro flash.

O selfie está aí, bem na nossa cara! Uma ação que poderia ter nome em português. Mas se você a concebe usando um smartphone, para em seguida fazer um upload e promovê-la na web, que tolice a minha querer chamá-la de autorretrato. É selfie e pronto. Pronto? Peraí... Deixa eu ajeitar minha franja e olhar pro lado, fora da lente, tipo um Stevie Wonder displicente. Atenção... click! Click??? Não necessariamente. Você escolhe o som. Pode ser tek, plin, ploft... depende do seu smart. Click era na época das máquinas com rolinho de filme – que jamais fizeram click, é bom que se diga.

Por falar em máquinas fotográficas da vovó, questões de ordem puramente anatômica sepultaram definitivamente o uso da Polaroid para fins de selfie, concorda? Sim, porque afinal somente alguém com braços de macaco pra evitar o choque da foto com a própria cara. No fundo, bem no fundo, eu até gostaria. Não de ver você engolindo o registro que acabou de fazer, mas acho que tem selfie demais por aí.

Acordando? Selfie com remela no olho. Tomando café da manhã? Selfie com requeijão no canto da boca. Indo pro trabalho? Selfie no elevador, para logo em seguida, selfie no retrovisor do carro. Ainda não tive notícias, mas a consequência deste último muito em breve há se chamar selfie com supercílio aberto. E o dia só está começando... haja bateria! Afinal, registro sem divulgação não faz o menor sentido. Divulgação sem comentário alheio é preocupante e te faz ficar revendo a foto em busca de algum defeito. E se nem umazinha curtida tiver, é a prova cabal que ninguém além de você gosta de você. Isso consome energias.

Falei do macaco linhas acima, mas penso que no mundo animal - em se tratando de auto-promoção pura e simples - nosso desejo mesmo era ser um polvo. Imagina! Oito câmeras na mão, registros simultâneos em ângulos distintos. Perto, longe, muito longe. A glória de sermos nossos próprios paparazzi. Pobre do T-Rex que, tentando entrar na brincadeira, só conseguiria registrar o próprio queixo. Mas voltando ao ambiente onde #nemtodossomosmacacos (exceção feita aos de auditório), uma das coisas que mais me incomoda no selfie, além do culto à própria imagem, não é o resultado da foto, muito menos o fato. É o ato. Ver a pessoa clicando-se é deprimente. Aquele braço esticaaaaaado, acompanhado de um sorriso também esticaaaaado, somados à reativação daquela velha brincadeira de criança me dá uma angúúúústia... Estátua!!!!!

Ok, eu já fiz e devo continuar fazendo meus selfies, mas com um mínimo de coerência, porque pensa comigo: Se o selfie é um registro fotográfico de você, feito por você, é normal imaginar que este ocorra num espaço onde só esteja... você. Daí, fazer selfie em público não faz sentido algum. É muito mais fácil chegar pra alguém e pedir: "- Tira uma foto minha?" Sou desse tempo. Gostava desse tempo. Ajudava na socialização, na geração de relacionamentos, ainda que estes tivessem a duração de um click.

Selfie é legal. Curtir selife é positivo. Mas tenho saudades do negativo.


1) O texto começa com frases que fazem referências a expressões populares (jargões). Que frases são essas e a que expressões elas se relacionam?

2) Qual é a crítica que o autor faz em relação às selfies?

3) O que é deprimente, na opinião do autor?

4) O que não faz sentido, em relação às selfies? E o que é preocupante?

5) Por que, para o autor, não faz sentido fazer selfie em público?

6) Explique ao que se refere o autor do texto no trecho: "Ainda não tive notícias, mas a consequência deste último muito em breve há se chamar selfie com supercílio aberto." (5º parágrafo).

7) Se fôssemos animais, por qual animal teríamos preferência, segundo o autor, e por quê?

8) Onomatopeia é a figura de linguagem que imita, por meio de palavras, o som natural das coisas. Transcreva, do texto, exemplos dessa figura de linguagem e explique que som elas representam.

9) Observe o trecho: " Aquele braço esticaaaaaado, acompanhado de um sorriso também esticaaaaado, somados à reativação daquela velha brincadeira de criança me dá uma angúúúústia... Estátua!!!!!"(6º parágrafo). Com que intenção, na sua opinião, a autora repetiu vogais nas palavras destacadas?

10) A que se refere o autor na frase "Selfie é legal. Curtir selife é positivo. Mas tenho saudades do negativo."(8º parágrafo).

11) Em relação à substituição vocabular, analise as afirmações abaixo e assinale a alternatica correta.
I - "Deixa eu ajeitar minha franja e olhar pro lado, fora da lente, tipo um Stevie Wonder displicente." (3º parágrafo) - podemos substituir o termo destacado por "relaxado", sem alterar o sentido da frase.
II - "E se nem umazinha curtida tiver, é a prova cabal que ninguém além de você gosta de você." (5º parágrafo). - Podemos reescrever a frase, mantendo o mesmo sentido, da seguinte forma: "E se nem umazinha curtida tiver, é a prova definitiva que ninguém além de você gosta de você."
III - "Oito câmeras na mão, registros simultâneos em ângulos distintos." (6º parágrafo) - os termos destacados são sinônimos de "concomitantes" e "ilustres", respectivamente.
IV - "[...] uma das coisas que mais me incomoda no selfie, além do culto à própria imagem,[...]" (6º parágrafo) - O termo destacado significa, neste contexto, "devoção".
V - "Ok, eu já fiz e devo continuar fazendo meus selfies, mas com um mínimo de coerência, [...]" (7º parágrafo) - podemos substituir o termo destacado por "sensatez", sem alterar o sentido da frase.

a) Apenas a III está incorreta.
b) As alternativas I e II estão incorretas.
c) Todas estão corretas.
d) Nenhuma está correta.
e) I, II, IV e V estão incorretas.

12) Quantos períodos tem:
a) o 1º parágrafo do texto?
b) o 2º parágrafo do texto?

13) Transcreva, do texto, 3 frases nominais.

14) Identifique e classifique o sujeito e o predicado nas orações abaixo:
a) "Divulgação sem comentário alheio é preocupante [...]"
b) "Ainda não tive notícias,[...]"
c) "Selfie é legal."

15) Transcreva, do texto, os adjetivos referentes aos substantivos abaixo:
a) Stevie Wonder (3º parágrafo):
b) máquinas (4º parágrafo):
c) ordem (4º parágrafo):
d) supercílio (5º parágrafo):
e) comentário (5º parágrafo):
f) prova (6º parágrafo):
g) registros (6º parágrafo):
h) ângulos (6º parágrafo):
i) imagem (6º parágrafo):
j) braço (6º parágrafo):
k) sorriso (6º parágrafo):

16) Substitua a locução adjetiva abaixo, pelo adjetivo correspondente:
a) "[...] somados à reativação daquela velha brincadeira de criança [...]" 

Análise dos textos "Diferente, mas igual" (Roberta Simoni) e "Debaixo da Ponte" (Carlos Drummond de Andrade)

TEXTO 1
Diferente, mas igual

Roberta Simoni

Fui abordada por uma moradora de rua que já vi algumas vezes ali pela Glória. Uma mulher negra, alta, que deve beirar seus trinta e poucos anos e que tá sempre falando alto e mexendo com todo mundo que passa por ela na rua. Hoje foi a minha vez:

“Olha, você me parece uma moça bem informada e inteligente, por isso, vou direto ao ponto: sou moradora de rua, mendiga mesmo, e tô com fome, não tenho nada para te oferecer, mas se você tiver algum trocado aí pra me dar...”

Não costumo dar dinheiro a pedintes, quando posso – e quando eles aceitam – pago um lanche na lanchonete mais próxima, mas estava com pressa e tinha uns trocados no bolso. Enquanto contava as moedas para dividir com ela e com a passagem que usaria para pegar o metrô, observei que ela usava uns pedaços de pano que fez de mini-saia e top para se cobrir e brinquei: “gostei do visual”. Ela foi logo se desculpando pela forma como estava vestida. “Não, não… você não tá entendendo, eu realmente gostei da sua roupa, especialmente com o calor que tá fazendo hoje, é de se invejar!” Ela riu e ficou me olhando contar as moedas misturadas com algumas notas de R$ 2,00 amassadas. Expliquei: “sou jornalista”.

Quanto terminei a contagem daquela pequena fortuna que (supostamente) pagaria o almoço dela e a minha passagem de volta para casa, perguntei seu nome. Ela ficou me olhando por um longo tempo e, por fim, disse: “você é diferente”.

“Eu sei, me sinto assim o tempo todo.”

“É, eu também.”

Ficamos nos encarando por segundos quase longos, como dois E.T.s que se reconhecem na multidão, até ela se virar, ir embora e, dois passos a seguir, parar novamente, olhar para trás e, com as moedas numa mão e a outra apoiada na cintura, me encarar mais uma vez, com uma expressão irônica, e dizer: “Afff… sabia que você me fez ficar pensativa?”

“É, você também.”

Sempre penso no que pode ter acontecido na vida de uma pessoa que acabou indo morar nas ruas. E sempre, sempre penso que a vida, no fim das contas, é uma tacada de sorte ou azar. Dependendo de onde se nasce e sendo filho de quem se é, qualquer um pode parar no mesmo lugar que ela. Qualquer um mesmo, com talentos, aptidões, personalidades e sonhos semelhantes, mas chances diferentes. É o que alguns chamam de destino.

E ela ainda começou a conversa dizendo que não tinha nada a me oferecer…

1) Em relação ao texto, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.
I - A moradora de rua que abordou a jornalista chama-se Glória.
II - A jornalista pagou um lanche à pedinte, como geralmente faz com quem lhe pede dinheiro.
III - Conforme o texto, qualquer um de nós pode ter o mesmo destino da moradora de rua, pois tudo na vida é uma questão de sorte ou azar.

a) Todas estão corretas.
b) Nenhuma está correta.
c) I e II estão corretas.
d) II e III estão corretas.
e) Apenas a III está correta.

2) Qual foi o critério usado pela jornalista para dar dinheiro à moradora de rua?

3) Por que a autora emprega a expressão "pequena fortuna" na frase "Quando terminei a contagem daquela pequena fortuna [...]? (4º parágrafo).

4) Por que será que a moradora disse à jornalista "Você é diferente"? (4º parágrafo).

5) Observe a frase: "E ela ainda começou a conversa dizendo que não tinha nada a me oferecer..." (10º parágrafo). O que será que a moradora de rua ofereceu à jornalista?

6) Qual a função das aspas empregadas no texto?

7) Que outros substantivos foram utilizados no texto, como sinônimos de "moradora de rua"?

8) Que outros substantivos foram utilizados no texto, como sinônimos de "dinheiro"?

9) Assinale a frase onde o termo "mexer" tem o mesmo sentido com que foi usado na seguinte passagem do texto: "Uma mulher negra, alta, que deve beirar seus trinta e poucos anos e que tá sempre falando alto e mexendo com todo mundo [...]." (1º parágrafo).
(     ) Quando acordou, percebeu que não conseguia mexer as pernas.
(     ) Levou uma surra, pois estava mexendo com mulheres casadas.
(     ) O técnico mexeu no time no segundo tempo do jogo.

10) Transcreva, do texto, os adjetivos que caracterizam os substantivos abaixo:
a) mulher (1º parágrafo):
b) moça (2º parágrafo):
c) fortuna (4º parágrafo):
d) expressão (7º parágrafo):

11) Reescreva a frase abaixo, eliminando a locução adjetiva:
a) "[...] mas estava com pressa [...]":

12) Transcreva, do texto, dois substantivos comuns de dois gêneros:

13) Transcreva, do texto, um substantivo sobrecomum:

14) Se passarmos o substantivo "mulher" para o masculino, na frase "Uma mulher negra, alta, que deve beirar seus trinta e poucos anos e que tá sempre falando alto e mexendo com todo mundo que passa por ela na rua." (1º parágrafo), o número de termos a ser alterado é de:
a) 5.                  b) 6.             c) 4.           d) 7.          e) 3.

15) Identifique e classifique os sujeitos das orações abaixo:
a) "Fui abordada por uma moradora de rua que já vi algumas vezes ali pela Glória."
b) "Hoje foi a minha vez."
c) "Ela foi logo se desculpando pela forma como estava vestida."
d) "[...] acabou indo morar nas ruas."
e) Pediram dinheiro à jornalista.

16) Transcreva, do texto, uma frase nominal:

17) Quantos períodos tem o penúltimo parágrafo do texto?

18) O quinto parágrafo do texto é simples ou composto? Justifique:

19) Quantas orações tem o sexto parágrafo do texto?

TEXTO 2

Debaixo da ponte
(Drummond de Andrade)

Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio: a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo. Não pagavam conta de luz e gás, porque luz e gás não consumiam. Não reclamavam contra falta d`água, raramente observada por baixo de pontes. Problema de lixo não tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo em parte alguma, se dele vinham muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. Viviam debaixo da ponte, podiam dar esse endereço a amigos, recebê-los, fazê-los desfrutar comodidades internas da ponte. 

À tarde surgiu precisamente um amigo que morava nem ele mesmo sabia onde, mas certamente morava: nem só a ponte é lugar de moradia para quem não dispõe de outro rancho. Há bancos confortáveis nos jardins, muito disputados; a calçada, um pouco menos propícia; a cavidade na pedra, o mato. Até o ar é uma casa, se soubermos habitá-lo, principalmente o ar da rua. O que morava não se sabe onde vinha visitar os de debaixo da ponte e trazer-lhes uma grande posta de carne. 

Nem todos os dias se pega uma posta de carne. Não basta procurá-la; é preciso que ela exista, o que costuma acontecer dentro de certas limitações de espaço e de lei. Aquela vinha até eles, debaixo da ponte, e não estavam sonhando, sentiam a presença física da ponte, o amigo rindo diante deles, a posta bem pegável, comível. Fora encontrada no vazadouro, supermercado para quem sabe frequentá-lo, e aqueles três o sabiam, de longa e olfativa ciência. 

Comê-la crua ou sem tempero não teria o mesmo gosto. Um de debaixo da ponte saiu à caça de sal. E havia sal jogado a um canto de rua, dentro da lata. Também o sal existe sob determinadas regras, mas pode tornar-se acessível conforme as circunstâncias. E a lata foi trazida para debaixo da ponte. Debaixo da ponte os três prepararam comida. 

Debaixo da ponte a comeram. Não sendo operação diária, cada um saboreava duas vezes: a carne e a sensação de raridade da carne. E iriam aproveitar o resto do dia dormindo (pois não há coisa melhor, depois de um prazer, do que o prazer complementar do esquecimento), quando começaram a sentir dores. 

Dores que foram aumentando, mas podiam ser atribuídas ao espanto de alguma parte do organismo de cada um, vendo-se alimentado sem que lhe houvesse chegado notícia prévia de alimento. Dois morreram logo, o terceiro agoniza no hospital. Dizem uns que morreram da carne, dizem outros que do sal, pois era soda cáustica. Há duas vagas debaixo da ponte.

1) Por que o narrador diz que não convinha atirar o lixo em parte alguma?

2) Observe a frase: "[...] nem só a ponte é lugar de moradias para os que não dispõem de outro rancho." (2º parágrafo). Que outros lugares servem de moradia, segundo o narrador?

3) Explique a frase: "cada um saboreava duas vezes: a carne e a sensação da raridade da carne." (5º parágrafo).

4) Com o que os moradores temperaram a carne?

5) Encontre, no texto, sinônimos para as palavras abaixo:
a) pedaço:
b) favorável:
c) aproveitar:

6) Qual é a relação entre os dois textos lidos? Eles pertencem ao mesmo gênero?

7) Substitua o adjetivo destacado na expressão abaixo, pela locução adjetiva correspondente:
a) imposto predial:

8) Substitua o as locuções adjetivas destacadas na frase abaixo, pelos adjetivos correspondentes:
a) "[...] a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo."

9) Quantas orações tem o último período do primeiro parágrafo do texto?

10) Identifique e classifique os sujeitos das orações abaixo:
a) "Não reclamavam contra falta d`água, raramente observada por baixo de pontes."
b) "À tarde surgiu precisamente um amigo [...]"
c) "Há duas vagas debaixo da ponte."

sexta-feira, 20 de março de 2015

SE EU FOSSE ESQUELETO - Ricardo Azevedo

Se eu fosse esqueleto (Ricardo Azevedo)



Se eu fosse esqueleto não ia poder tomar água nem suco __________________________________________________________________________________________________________________________. 




Tirando isso, ia acordar e pular da cama __________________________________________________. 




É que ser uma caveira de verdade __________________________________________________________ 




Por exemplo. Faz de conta ____________________________________________. Aqueles bandidões ____________________________________________________(   ) 


- Na moral! ________________________________(  ) 




Se eu fosse esqueleto, _________________________________________________ (   )


Bastaria um simples bu e aquela bandidagem ______________________________________________________________________________________________. 




O gerente e os clientes do banco ________________________________________________________________________________________________________. 




Se eu fosse caveira, de repente vai ver que eu ___________________________________________________________. 




Fora isso, um esqueleto perambulando na rua em plena luz do dia _____________________________________. O povo correndo sem saber para onde, sirenes gemendo, gente que nunca ___________________________, o Exército ____________________________, aquele mundaréu __________________________________________, assobiando na calçada.


Um repórter de TV, segurando o microfone, _____________________________________________________(   )


- Quem é você (   )




E eu (   ) 




Sou um esqueleto. 




E o repórter (  )


- ____________________________________________ (   ) 




Aí eu fingia que era surdo (   )


Ser mistério (   )


E o repórter, de novo, mais alto (   )




O senhor fugiu do cemitério (   )


Assumiu no magistério (  )



- ________________________! 




Fala sério? Quem (   ) 




Aí o repórter perdia a paciência: 




- _____________________________? 




E eu: 




Claro que sou (   )
- ____________________________________________________________________ (   ) 




Se eu fosse esqueleto _______________________________________________________________( ) Já imagino eu lá parado e o professor tentando me explicar __________________________________, dizendo que os esqueletos _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________. 

         Fico pensando nas perguntas e nos comentários dos alunos (   )
_______________________________? 




- É macho ou fêmea? 




- _________________________________________? 




- Tem ou tinha (   ) 




Magrinho, não? 




- ______________________________________________? 




- E a família dele? 




- _____________________________________________? 




- O coitado está rindo de quê? 




E ainda (   )




Professor, ele era careca? 




Enquanto isso ( ) eu lá, no meio da aula, ______________________________________________________________________________________. 




Uma coisa é certa (   ) ____________________________________________________. Aí a gente nem precisa se fantasiar. Pode sair de casa numa boa, cair no samba, virar folião e seguir pela rua dançando, brincando e sacudindo os ossos. Parece mentira, mas, no Carnaval,___________________________________________________. 




Se eu fosse esqueleto, quando chegasse o Carnaval (    ), ia sair cantando: 




Quando eu morrer

Não quero choro nem vela

Quero uma fita amarela

Gravada com o nome dela 




Todo mundo sabe _______________________________________________________. 




O que a maioria infelizmente desconhece e a ciência moderna esqueceu de pesquisar é ___________________________________________________________________________________________________________. 




E se eu fosse esqueleto e por acaso um vira-lata me visse na rua, ________________________________________________________________________?


1) Complete o texto, utilizando corretamente os trechos abaixo:
que o pior inimigo do esqueleto late, morde, abana o rabo, carrega pulgas e aprecia fazer xixi no poste

Como ele se chamava

osso por osso, dente por dente

batendo em retirada

ia cair dura no chão, com as calças molhadas de úmido pavor

nojentões, mauzões, armados até os dentões, berrando

rezou, rezando

que o maior amigo do homem é o cachorro

porque ia vazar tudo e molhar a casa inteira

O cara sabia ler ou era analfabeto

Deve ser muito bom ser esqueleto quando chega o Carnaval

desesperado e eu lá, todo contente

iam agradecer e até me abraçar, só um pouco, mas tenho certeza de que iam

causaria uma baita confusão

até podia chegar para me entrevistar

feliz como um passarinho

Cemitério

porque é tudo brincadeira, a gente sempre acaba sendo do jeito que a gente é de verdade

com aquela cara de caveira, sem falar nada para não assustar os alunos e matar o professor do coração

ia ser considerado um grande herói

deve ser muito divertido

Era rico ou pobre

O senhor é surdo

entrava no banco e gritava: bu

O senhor fugiu do cemitério

que um banco está sendo assaltado

Não está vendo que não tenho nem orelha

talvez me levassem para a aula de Biologia de alguma escola

são uma espécie de estrutura que segura nossas carnes, órgãos, nervos e músculos

Cadê a grana

Quantos anos ele tem 

Corresse atrás de mim e fugisse com algum osso dos meus?

2) Complete os parênteses, usando os sinais de pontuação: . , ? ! 

3) Enumere os parágrafos do texto.

4) Qual o sinal utilizado para indicar a fala dos personagens? Em alguns parágrafos este sinal foi omitido. Localize esses parágrafos onde os personagens estão dialogando  e emprego-o corretamente.

5) Segundo o texto, o que um esqueleto não pode fazer? Por quê?

6) Por que o narrador acha que ser uma caveira pode ser divertido?

7) Pelo que o narrador seria considerado um herói, se fosse um esqueleto?

8) Como ele daria um jeito nos bandidos?

9) Na frase: “Assumiu no magistério?”, o narrador está se referindo a que profissão?

10) O que são os esqueletos, segundo o narrador? 

11) Quais as possíveis dúvidas que os alunos teriam a respeito do esqueleto, se ele fosse usado numa aula de Biologia? O que você perguntaria?

12) Qual é, segundo o narrador, o pior inimigo de um esqueleto? Por quê?

13) Transcreva, do texto, as palavras que indicam as ações típicas de um cachorro, segundo o narrador.

14) O autor do texto usou a linguagem coloquial para escrevê-lo. Explique qual o sentido que as expressões destacadas nas frases abaixo, assumem no contexto.
a) Aqueles bandidões nojentões, mauzões, armados até os dentões, berrando:” (4º parágrafo).
b) “Cadê a grana?” (5º parágrafo).
c) “Bastaria um simples bu e aquela bandidagem ia cair dura no chão, com as calças molhadas de úmido pavor.” (7º parágrafo).
d) “[...] um esqueleto perambulando na rua em plena luz do dia causaria uma baita confusão.” (10º parágrafo).
e) “[...] sirenes gemendo [...]”. (10º parágrafo).
f) “[...] o Exército batendo em retirada, [...]”. (10º parágrafo).
g) “[...] aquele mundaréu desesperado [...]”.(10º parágrafo).

15) Pinte, no texto, palavras que rimem.

16) O narrador de um texto, pode ser narrador-observador ou narrador-personagem. O narrador-observador apenas relatas os fatos vivenciados pelos personagens, sem participar da história. Já, o narrador-personagem relata os fatos e participa da história como um personagem. No caso do texto lido, que tipo de narrador temos? Comprove sua resposta com um trecho do texto.

17) Rescreva as frases abaixo, eliminando as locuções verbais. Observe o exemplo.
Exemplo: Se eu pudesse escolher, ia ser um esqueleto. = Se eu pudesse escolher, seria um esqueleto.
a) “Se eu fosse esqueleto não ia poder tomar água nem suco porque ia vazar tudo [...]”. 


b) “Tirando isso, ia acordar e pular da cama feliz como um passarinho.”
c) “Bastaria um simples bu e aquela bandidagem ia cair dura no chão, [...]”.


d) “O gerente e os clientes do banco iam agradecer [...]”.
e) “Se eu fosse caveira, de repente vai ver que eu ia ser considerado um grande herói.”
f) “Um repórter de TV, segurando o microfone, até podia chegar para me entrevistar:[...]”

18) O termo destacado na frase “É que ser uma caveira de verdade, deve ser muito divertido.” (3º parágrafo), é derivado de qual substantivo abstrato?

19) No 7º parágrafo há um substantivo derivado. Transcreva-o, indicando-lhe o primitivo.

20) Transcreva, do texto, um substantivo composto.

21) Transcreva, do texto, dois substantivos abstratos.

22) Reescreva a frase abaixo, passando o termo destacado para o feminino. Faça as alterações necessárias.
“Se eu fosse uma caveira, de repente vai ver que eu ia ser considerado um grande herói.” (9º parágrafo). 

23) Destaque os verbos presentes nas frases abaixo e indique a que conjugação pertencem.
a) “- Sou um esqueleto.”
b) “- O senhor fugiu do cemitério?”
c) “- Aí eu fingia que era surdo:”
d) “- Assumiu no magistério?”
e) “- Fala sério? Quem?”
f) “- Era rico ou pobre?”