domingo, 15 de fevereiro de 2015

PONTOS DE VISTA - atividade para revisar alguns sinais de pontuação

Pontos de vista
João Anzanello Carrascoza



Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português quando estourou a discussão. 



- Esta história já começou com um erro - disse a Vírgula. 



- Ora, por quê? - perguntou o Ponto de Interrogação. 



- Deveriam me colocar antes da palavra "quando" - respondeu a Vírgula. 


- Concordo! - disse o Ponto de Exclamação. 

- O certo seria: 
"_________________________________________________________________________.” 
(reescreva a frase, corrigindo o erro apontado pela vírgula)

- Viram como eu sou importante? - disse a Vírgula. 



- E eu também - comentou o Travessão. - Eu logo apareci para o leitor saber que você estava falando. 



- E nós? - protestaram as Aspas. - Somos tão importantes quanto vocês. Tanto que, para chamar a atenção, já nos puseram duas vezes neste diálogo. 



- O mesmo digo eu - comentou o Dois Pontos. - Apareço sempre antes das Aspas e do Travessão. 



- Estamos todos a serviço da boa escrita! - disse o Ponto de Exclamação. - Nossa missão é dar clareza aos textos. Se não nos colocarem corretamente, vira uma confusão 
como agora! 



- Às vezes podemos alterar todo o sentido de uma frase - disseram as Reticências. - Ou dar margem para outras interpretações... 



- É verdade - disse o Ponto. - Uma pontuação errada muda tudo. 



- Se eu aparecer depois da frase "a guerra começou" - disse o Ponto de Interrogação - é apenas uma pergunta, certo? 



- Mas se eu aparecer no seu lugar - disse o Ponto de Exclamação - é uma certeza: "A guerra começou!" 



- Olha nós aí de novo - disseram as Aspas. 



- Pois eu estou presente desde o comecinho - disse o Travessão. 



- Tem hora em que, para evitar conflitos, não basta um Ponto, nem uma Vírgula, é preciso os dois - disse o Ponto e Vírgula. - E aí entro eu. 

- O melhor mesmo é nos chamarem para trazer paz - disse a Vírgula. 

- Então, que nos usem direito! - disse o Ponto Final. E pôs fim à discussão. 

Conto de João Anzanello Carrascoza, ilustrado por Biry

1) Complete o quadro abaixo com as funções de cada sinal de pontuação citado no texto:

2) De acordo com o texto, qual a missão dos sinais de pontuação? A serviço de quem eles estão?

3) Segundo o autor,  uma pontuação errada muda todo o sentido de uma frase. Observe a tirinha abaixo e explique de que forma ela foi interpretada pelo policial.



sábado, 14 de fevereiro de 2015

SUFLÊ DE CHUCHU - Luís Fernando Veríssimo

Suflê de chuchu (Luís Fernando Veríssimo)



Houve uma grande comoção em casa com o primeiro   feamoleten__________________ da Duda, à pagar, de Paris. O primeiro telefonema desde que ela embarcara, ocilmah___________ nas stoasc________ (a Duda, que em casa não levantava nem a sua porua___________ do ãcoh__________!), na Varig, contra a vontade do pai e da mãe. Você nunca saiu de casa sznohia_________, minha filha! Você não sabe uma pvarlaa___________ de francês! Vou e pronto. E fora. E agora, depois de esmsnaa____________ de aflição, de "onde anda essa mninea________________?", de "você não devia ter deixado, Eurico!", vinha o primeiro sinal de vdai______________. Da Duda, de Paris. 
- Minha filha...
- Não posso falar muito, mãe. Como é que se faz céaf______________? 
- O quê? 
- Café, café. Como é que se faz? 
- Não sei, minha filha. Com ugáa___________, com... Mas onde é que você está, Duda? 
- Estou trabalhando de "au pair" num apaartmneto___________. Ih, não posso falar mais. Eles estão chegando. Depois eu ligo. Tchau! 
O pai quis saber detalhes. Onde ela estava morando? 
- Falou alguma coisa sobre "opér".
- Deve ser "ópera". O fsacrnê______________ dela não melhorou...
Dias depois, outra liãoaçg______________. Apressada como a primeira. A Duda queria saber como se mudava alfrda__________. Por um momento, a mãe teve um pensamento louco. A Duda teve um filho de um francês! Não, que bobagem, não dava tempo. Por que você quer saber, minha filha? 
- Rápido, mãe. A canriça________________ tá borrada! 
Ninguém em casa podia imaginar a Duda trocando fraldas. Ela, que tinha nojo quando o irmão menor espirrava. 
- Pobre criança... - comentou o pai. 
Finalmente, um telefonema sem pressa da Duda. Os aõtreps____________ tinham saído, o cagão estava dormindo, ela podia contar o que estava lhe acontecendo. "Au pair" era empregada, faz-tudo. E ela fazia tudo na casa. A princípio tivera alguma dificuldade com os aparelhos. Nunca notara antes, por exemplo, que o adpiasror____________ de pó precisava ser ligado numa dtoama_____________. Mas agora estava uma opér "formidable". E Duda enfatizara a pronúncia francesa. "For-mi-da-ble". Os patrões a adoravam. E ela tinha prometido que na semana seguinte prepararia uma autêntica fadaeijo___________ brasileira para eles e alguns amigos. 
- Mas, Duda, você sabe fazer feijoada? 
- Era sobre isso que eu queria falar com você, mãe. Pra começar, como é que se faz aorrz_______________? 
A mãe mal pôde esperar o telefonema que a Duda lhe prometera, no dia seguinte ao da feijoada.
- Como foi, minha filha. Conta! 
- Formidable! Um sucesso. Para o próximo jantar, vou preparar aquela sua moqueca. 
- Pegue o eixpe__________________... - começou a mãe, animadíssima. 
A moqueca também foi um sucesso. Duda contou que uma das amigas da sua aptroa­­­­­­­­­­­­­­__________ fora atrás dela, na cihanoz_____________, e cochichara uma proposta no seu ouvido: o dobro do que ela ganhava ali para ser “opér” na sua casa. Pelo menos fora isso que ela entendera. Mas Duda não pretendia deixar seus patrões. Eles eram uns amores. Iam ajudá-la a regularizar a sua situação na França. Daquele jeito, disse Duda a sua mãe, ela tão cedo não voltava ao Brasil. 
É preciso compreender, portanto, o que se passava no cçoraão________________ da mãe quando a Duda telefonou para saber como era a sua cereait_____________ de suflê de chuchu. Quase não usavam o chuchu na França, e a Duda dissera a seus patrões que suflê de chuchu era um atpro____________________ típico brasileiro e sua receita era passada de geração a geração na floresta onde o chuchu, inclusive, era considerado afrodisíaco. Coração de mãe é um pouco como as Caraíbas. Ventos se cruzam, correntes se chocam, é uma área de tumultos naturais. A própria dona daquele coração não saberia descrever os vários impulsos que o percorreram no segundo que precedeu sua decisão de dar à filha a reecita________________ errada, a receita de um fracasso. De um lado o desejo de que a filha fizesse bonito e também - por que não admitir? - uma certa curiosidade com a repercussão do seu suflê de chuchu na terra, afinal, dos suflês.  Do outro, o medo de que a filha nunca mais voltasse, que a Duda se consagrasse como a melhor opér da Europa e não voltasse nunca mais. Todo o destino num suflê. A mãe deu a receita errada. Com o coração apertado. Proporções grotescamente deformadas. A receita de uma bomba.
Passaram-se dias, semanas, sem uma ícinota_______________ da Duda. A mãe imaginando o pior. Casais intoxicados. Jantar em Paris acaba no hospital. Brasileira presa. Prato selvagem enluta amfaílis_____________, receita infernal atribuída à mãe de trabalhadora clandestina, Interpol mobilizada. Ou imaginando a chegada de Duda em casa, desiludida com sua aventura parisiense, sua carreira de opér encerrada sem glória, mas pronta para tentar outra vez o vestibular. 
O que veio foi outro telefonema da Duda, um mês depois. Apressada de novo. No fundo, o som de bongôs e maracas. 
- Mãe, pergunta pro pai como é a letra de Cubanacã! 
- Minha filha... 
- Pergunta, é do tempo dele. Rápido que eu preciso pro meu número. 
Também houve um certo conflito no coração do pai, quando ouviu a pergunta. Arrá, ela sempre fizera pouco do seu gosto usimlca______________________ e agora precisava dele.
Mas o segundo impulso venceu: 
- Diz pra essa menina voltar pra casa. JÁ!

ATIVIDADES
1) No texto, há diversas palavras embaralhadas. Sua função é descobrir quais são essas palavras e completar o texto corretamente.
2) Encontre, no primeiro parágrafo do texto, sinônimos para as palavras:
a) Emoção:
b) Preocupação:
3) Que argumentos os pais usaram para tentar impedir a viagem de Duda, no primeiro parágrafo do texto?
4) O que Duda quis saber:
a) Na primeira ligação?
b) Na segunda ligação? 
c) E na terceira?
5) Duda, na primeira ligação, disse que estava trabalhando como “au pair”. À medida que lemos o texto, ficamos sabendo do que se trata essa profissão. O que Duda fazia?
6) Como era a vida de Duda, em relação às atividades domésticas, no Brasil? E na França?
7) Duda se considerava uma “au pair formidable”. Formidable é uma palavra francesa que significa_________________.
8) Por que a mãe de Duda lhe passou a receita errada do suflê de chuchu?
9) Que consequências a mãe de Duda imaginou, depois de ter passado a receita errada do suflê de chuchu?
10) Pela leitura do texto, descobrimos que a França é a terra de que prato típico?

11) Quais os pratos que Duda preparou para os patrões, na França?

12) É possível deduzir, a partir da leitura do texto, que Duda continuou ou não trabalhando como” au pair”, depois do suflê de chuchu? Comprove com uma passagem do texto.
13) “Arrá, ela sempre fizera pouco do seu gosto musical e agora precisava dele.” Explique, com suas palavras, o que significa a expressão destacada, na frase.
























quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

REVISÃO 6º ANO - VERBOS - SUBSTANTIVOS - ADJETIVOS


Atividades de Revisão para a Prova

1) Leia e responda:
Cada grupo humano se comporta, pensa, trabalha e se distrai de maneira toda sua: as maneiras de preparar os alimentos, de plantar, as roupas que as pessoas vestem, os ornamentos que usam, tudo isso faz parte de sua maneira de viver, de sua cultura.

a) O que cada grupo humano faz à sua maneira?
b) O que essas palavras indicam? 
(   ) características, qualidades  
(   ) nomes de seres 
(   ) processos, ações
c) Há, no texto, um substantivo sobrecomum. Transcreva-o:

2) Observe este outro fragmento.
“O Brasil era na época um reino da natureza...”
a) A palavra destacada também é verbo. O que o verbo destacado está indicando nesse caso?
(   ) características, qualidades 
(   ) nomes de seres 
(   ) estado

3) Observe a letra da música abaixo:
"Minha jangada vai sair pro mar,
Vou trabalhar, meu bem querer.
Se Deus quiser, quando eu voltar do mar, 
Um peixe bom eu vou trazer.
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer."


a) A quem se referem os verbos destacados?

b) Substitua as expressões destacadas, pelo pronome pessoal adequado: 
* Minha jangada vai sair pro mar.
* Meus companheiros também vão voltar.

 c) Se substituíssemos a locução verbal destacada, nos versos abaixo, qual seria o verbo adequado?
* Vou trabalhar, meu bem querer.
(   ) Trabalho, meu bem querer. 

(   ) Trabalharei, meu bem querer. 
(   ) Trabalhei, meu bem querer.

* Meus companheiros também vão voltar.
(   ) Meus companheiros também voltarão. 

(   ) Meus companheiros também voltaram.
(   ) Meus companehiros também voltam.

d) O que indicam, na canção, as ações de sair para o mar, trazer peixe, voltar e agradecer?
(   ) Algo que vai ser feito. 

(   ) Algo que já foi feito.

4) Complete as frases abaixo, com os verbos entre parênteses.
a) Quando um não quer, dois não _____________. (BRIGAR)
b) Agora o som das cornetas e clarins _______________ as tropas. (ENTUSIASMAR)
c) Ontem, da minha gaveta, _______________________ vários envelopes. (SUMIR)
d) O rebanho ___________________vacinado ontem. (SER) 



5) Leia o poema.
CONJUGAÇÃO 

(Affonso Romano de Sant’Anna)

Eu falo
Tu ouves
Ele cala.

Eu procuro
Tu indagas
Ele esconde.

Eu planto
Tu adubas
Ele colhe.

Eu ajunto
Tu conservas
Ele rouba.

Eu defendo
Tu combates
Ele entrega.

Eu canto
Tu calas
Ele vaia.

Eu escrevo
Tu me lês
Ele apaga

a) As ideias que o poema transmite estão centradas.
(   ) Em uma pessoa, no que ela faz e como ela é. 

(   ) Em duas pessoas diferentes e como elas são.
(   ) Em três pessoas diferentes e o que cada uma delas faz.

b) Distribua na tabela abaixo, os verbos do poema, de acordo com a sua conjugação.



1ª conjugação
2ª conjugação
3ª conjugação












6) Leia o texto.

Abelhas
Uma abelha visita dez flores por minuto em busca do pólen e do néctar. Ela faz, em média, quarenta vôos diários, tocando em 40 mil flores. Com a língua, as abelhas recolhem o néctar do fundo de cada flor e o guardam numa bolsa localizada na garganta. [...]

a) Quais são as ações realizadas pela abelha?
b) Em que tempo estão conjugados os verbos do texto?
c) Qual a conjugação de cada um dos verbos presentes no texto?
d) “Abelha” é um substantivo comum-de-dois gêneros, sobrecomum ou epiceno? Explique:
e) Assinale a alternativa que substitui a forma nominal do verbo, destacada na frase abaixo.

Tocando em 40 mil flores. 

(   ) Toca em 40 mil flores. 
(   ) Tocou em 40 mil flores. 
(   ) Tocará em 40 mil flores.
f) Se substituíssemos a locução verbal destacada, na frase abaixo, qual seria o verbo adequado?
O néctar vai passando de abelha para abelha.
(   ) O néctar passará de abelha para abelha. 

(   ) O néctar passa de abelha para abelha.
(   ) O néctar passou de abelha para abelha

7) Leia com atenção o trecho abaixo:
 
“Ela subiu sem pressa a tortuosa ladeira. À medida que avançava, as casas iam rareando, modestas casas espalhadas sem simetria e ilhadas em terrenos baldios. No meio da rua sem calçamento, coberta aqui e ali por um mato rasteiro, algumas crianças brincavam de roda. A débil cantiga era a única nota viva na quietude da tarde. [...]

- Podia ter escolhido um outro lugar, não? – Abrandara a voz. – E que é isso aí? Um cemitério?

Ele voltou-se para o velho muro arruinado. Indicou com o olhar o portão de ferro, carcomido pela ferrugem.

a) Nesse fragmento, como o narrador caracteriza:
A ladeira:
Os terrenos:
A rua:
O mato:
A cantiga:
O muro do cemitério:
O portão de ferro:
 

b) Retire, do texto, um sinônimo de “simples”, “humilde”.
c) Retire, do texto, um sinônimo para a palavra “abandonados”.
d) Substitua as locuções a adjetivas destacadas pelo adjetivo correspondente:
“Ela subiu a ladeira com pressa.”
“Naquele belo dia de sol.”

e) Distribua os verbos destacados no texto, na tabela abaixo, de acordo com o tempo em que estão conjugados. Em seguida indique a que conjugação pertencem.

Pretérito Perfeito
Pretérito Imperfeito
Pretérito Mais-que-Perfeito


















8) Eu Juro que Vi 

(Sérgio Capparelli)
 

Eu vi uma arara vermelha
Com pitangas nas orelhas.

Eu vi uma cobra jararaca
Engolindo inteira uma jaca.

Eu vi uma onça pintada
Se coçando com a espingarda.

Eu vi o senhor Juvenal
Comendo açúcar com sal.

Eu vi um dromedário
Fazendo tricô no armário.

Eu vi no mar a baleia
Dançando com a lua cheia.

Eu vi uma cabra braba
Dizendo abracadabra.

a) Quais as palavras que o autor utiliza para caracterizar:
A arara:
A cobra:
A onça:
A lua:
A cabra:
b) Os substantivos arara, cobra, onça, dromedário e baleia, quanto ao gênero, são sobrecomuns, comuns-de-dois gêneros ou epicenos? Por quê?
c) Qual é o masculino de cabra?
d) Substitua a locução adjetiva destacada pelo adjetivo correspondente:

“Eu vi o senhor Juvenal
Comendo açúcar com sal.

e) O verbo destacado no texto é de que conjugação?
f) Em que tempo ele está conjugado?
g) Reescreva o primeiro verso do poema, empregando o verbo no Presente do indicativo.
h) Reescreva o terceiro verso do poema, empregando o verbo no Futuro do Presente do Indicativo.
i) Reescreva o quinto verso do poema, empregando o verbo no Presente do Indicativo e a primeira pessoa do plural.

j) Reescreva o 7ª verso do poema, empregando o verbo no Futuro do Pretérito do Indicativo e a terceira pessoa do plural.
k) Indique a que conjugação pertencem as formas nominais dos verbos abaixo:

engolindo:
coçando:
comendo:
fazendo:
dizendo: